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Montadoras disputam espaço no mercado de utilitários esportivos e de luxo

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Montadoras disputam espaço no mercado de utilitários esportivos e de luxo

Os últimos meses foram de muito movimento na pista de crash-tests do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Entre os diversos ensaios de impacto que vêm sendo desenvolvidos, dois já resultaram em estudos concluídos, com informações muito interessantes para a análise de seguradoras, oficinas e do próprio consumidor. O Peugeot 408, novo sedã médio da marca francesa, estreia no ranking CAR Group já com a melhor avaliação da sua categoria, superando outros modelos de ótima reparabilidade, como o C4 Pallas, da Citroën, e o Linea, da Fiat.

Já o SX4, da Suzuki, vem inaugurar uma categoria nova do CAR Group: a dos veículos do tipo hatch médio off-road. Como ainda não tem concorrente no ranking, o SX4 proporcionou um estudo que servirá de referência para os próximos veículos semelhantes. Veja a seguir como foi o comportamento desses carros nos estudos do Cesvi.

PEUGEOT 408

Modelo sofisticado, que chega para substituir o 307, o novo sedã médio da Peugeot vem com um ótimo pacote de itens de série desde a versão mais básica. Na pista do Cesvi, o carro confirmou que também é campeão de reparo.

Impacto dianteiro - Comportamento satisfatório, para dizer o mínimo. O crash-box absorveu boa parte da energia do impacto na parte dianteira, dando a possibilidade do reparo a algumas peças que costumam precisar de substituição, como a longarina, o painel dianteiro e o capô. Se não precisa trocar, a tendência é que o reparo tenha custo menor.

Houve necessidade de estiramento da dianteira, mas, novamente graças à boa ação do crash-box, componentes mecânicos como o radiador, o condensador do ar-condicionado e o eletroventilador não foram atingidos. O serviço de funilaria foi mais rápido do que costuma ser com seus concorrentes, outro fator decisivo para que o carro da Peugeot ficasse com o melhor CAR Group da categoria.

Impacto traseiro - O desempenho aqui foi ainda melhor. A absorção da energia da batida foi tão boa que não houve necessidade de estiramento da parte traseira. A longarina não foi atingida. Tanto o para-choque quanto o painel traseiro puderam ser reparados, assim como algumas peças estruturais.

SUZUKI SX4

Único veículo da Suzuki presente no Brasil que pode ser chamado de carro de passeio, ainda assim o SX4 vai além da cosmética de off-road. Ele tem tração 4x4 com distribuição automática e bloqueio do diferencial traseiro. E é justamente esse perfil “fora de estrada” que encarece o reparo do veículo.

Impacto dianteiro - O conjunto de travessas frontais (superior e inferior), ambas com crash-box, conseguiu preservar a longarina e componentes mecânicos, como o radiador, o condensador do ar-condicionado e o eletroventilador. Ainda assim, a dianteira precisou de estiramento para voltar às medidas originais. O crash-box também não impediu que uma grande quantidade de peças fosse atingida, resultando em custo alto pelas muitas substituições. Praticamente todas as peças impactadas precisaram de substituição.

Nenhuma parte deu a possibilidade do reparo. O custo da cesta básica de peças também foi alto, por se tratar de um hatch médio off-road.

Impacto traseiro - O comportamento do veículo foi melhor no crash-test na parte traseira. A travessa com crash-box minimizou danos em componentes estruturais, como a longarina, e permitiu que o painel traseiro fosse reparado. Não houve necessidade de estiramento nessa parte do carro. 

 

R7


PALAVRA-CHAVE (Balanço Geraç - 28 de novembro)

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