Morre Norma Bengell, a diva do cinema brasileiro; veja trechos de seus filmes

Morreu na madrugada desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, a atriz Norma Bengell, 78, vítima de câncer pulmonar. Bengell participou de mais de 60 filmes e ganhou notoriedade também por se apresentar em primeiro nu frontal do cinema brasileiro, em Os Cafajestes, dirigido por Ruy Guerra, em 1962.
A atriz estava internada desde desde sábado último (5), após sofrer crises respiratórias. Os médicos a colocaram em terapia intensiva, no Hospital Rio-Laranjeiras, bairro de Botafogo.
O corpo da atriz será cremado nessa quinta-feira, no Cemitério do Caju. Segundo familiares, Norma era viúva e não deixou filhos.
Carreira brilhante
Norma teve uma carreira alavancada por talento e beleza natural, sendo considerada uma das maiores musas do cinema nacional. Sua estreia nas telas aconteceu em 1959, com o filme O Homem do Sputnik, contracenando com Oscarito.
Foi estrela do clássico O pagador de Promessas, em 1962 e também participou de algumas produções na Itália. Sua última participação no cinema foi em 2002, com o Banquete.
Antes mesmo de se atriz, Bengell se apresentou como cantora profissional e compositora.Lançou o primeiro disco em1969, cantando músicas de Tom Jobim e João Gilberto. Em 1988, dirigiu e encenou Eternamente Pagu.
A atriz participou também de várias novelas e programas homorísticos de televisão.
Vale a pena ouvir sua voz marcante, cantando Apelo, junto com o amigo e mago da música popular brasileira, Baden Powell:
Cenas de Os Cafajestes, com Jesse Valadão
Noite Vazia (1964), dirigido por Walter Hugo Khouri
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