Morre o dramaturgo maranhense Aldo Leite

Morreu na manhã deste sábado (5) o ator, diretor de teatro, dramaturgo e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Aldo de Jesus Muniz Leite. Ele estava internado na capital maranhense há alguns dias depois que ter sido encontrado desmaiado em sua residência. O motivo da morte não foi informado.
O velório foi realizado na Academia Maranhense de Letras e o corpo será cremado, no domingo (6).
Reconhecido nacional e internacionalmente pelo seu trabalho, Aldo Leite era natural de Penalva, tinha 75 anos e era formado em Teatro pela Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo (ECA/USP).
Entre sua vasta produção literária destacam-se ‘Aves de Arribação’, ‘O Pleito’, ‘O Castigo do Santo’, ‘A Arca de Noé’, ‘O Chá das Quintas’ e ‘A Rainha da Zona’, mas a sua principal obra foi ‘Tempo de Espera’, reconhecida com prêmios dedicados às Artes Cênicas.
Aldo Leite nasceu em Penalva, Maranhão, em 23 de agosto de 1941. Graduou-se em Teatro pela Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em 1976, a mesma instituição onde obtém o grau de Mestre em Teatro, no ano de 1989. É professor adjunto do Departamento de Artes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Sua vasta experiência teatral como ator, diretor e autor de numerosas peças teatrais o qualifica como uma das maiores expressões do fazer teatral no Maranhão, reconhecido e respeitado em todo o território nacional pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos.
"Tempo de Espera", sua obra conhecida, além de receber os mais significativos prêmios nacionais dedicados às Artes Cênicas apresentou-se também, sob sua direção e com elenco maranhense, na Europa, especificamente, França, Holanda e Alemanha, constituindo-se em um sucesso de público e crítica.
Recentemente, em 2007, esteve em Coimbra, Portugal, a fim de participar da estreia de "Tempo de Espera" por um grupo teatral português.
Entre sua vasta produção literária destacam-se ainda, entre outras peças, "Aves de Arribação", "O Pleito", "O Castigo do Santo", "A Arca de Noé", "O Chá das Quintas" e "A Rainha da Zona", estas últimas premiadas no Concurso Literário Cidade de São Luís - Categoria Teatro, em 1999 e 2005.
Durante a adolescência, em São Luís do Maranhão, conhece Mary e Ubiratan Teixeira, entrando para o grupo teatral do Mestre Bira e participando da montagem de "Simbita e o Dragão". de Lúcia Benedetti, no Teatro Arthur Azevedo.
Nos anos 1960, conhece Reynaldo Faray que o convida para participar do elenco de "Branca de Neve e os Sete Anos", então produzido pelo Clube das Mães. A partir daí participa ativamente do Grupo Tema (Teatro Experimental do Maranhão), trabalhando como ator em espetáculos infantis, infanto-juvenis e adultos.
Faz vestibular para o Curso de Jornalismo uma parceria da Secretaria de Educação do Estado e da USP, a UFMA ainda não tinha o curso na sua grade curricular. Os professores do curso vinham de São Paulo, entre eles, Miroel Silveira e Alberto Guzik, do departamento de Teatro da USP, que logo após o curso vão assistir a montagem “O Tema Conta Zumbi”, de Gianfrancesco Guarnieri, ao final da apresentação o aconselham a mudar para a Escola de Comunicação e Artes (ECA) e fazer o Curso de Bacharel em Teatro, em São Paulo.
Ainda no Curso da USP em 1975, vem a São Luís sendo convidado por Reynaldo Faray para participar do elenco de "Quem Casa, quer Casa", de Martins Pena, e viajar pelo interior do estado apresentando o espetáculo para alunos do Mobral. Dessa experiência surge a idéia de escrever "Tempo de Espera", a partir das pesquisas realizadas com os alunos do Mobral e da realidade social das pessoas das cidades por onde o grupo passava.
Com a conclusão do curso em São Paulo, volta para São Luís em 1977, sendo contratado pela UFMA para dirigir o Grupo Gangorra, desenvolvendo intensa atividade artístico-cultural com o grupo universitário e o Grupo Mutirão.
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