Motoqueiros acidentados: 21% tinham usado drogas ou álcool e 23% sem habilitação, revela pesquisa em SP

Pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas de São Paulo revela um dado assustador sobre o volume de acidente com motos na capital paulista: 21% das vítimas usaram drogas como cocaína e maconha ou álcool.
Outro dado alarmante para as estatísticas com vítimas fatais ou que apresentaram sequelas graves no pós traumatismo: 44% dos acidentados de moto sofreram lesões graves e 23% não tinham habilitação para dirigir moto. 90% deles usavam capacete, mas só 17,8% usavam jaquetas e botas de segurança.
Os detalhes mostram ainda que 7,1% das vítimas tinham ingerido bebidas alcoólicas antes do acidente e que 14,2% eram usuários de drogas ilícitas. O relatório foi assinado por médicos do Intituto de Ortopedia e Traumatologia do HC. A pesquisa foi feita com 326 vítimas de acidentes com motos, entre os meses de fevereiro e maio deste ano.
Dos usuários de bebidas alcóolicas, apenas 1 em cada 5 estava dentro do limite permitido pela lei (0,6 g/l) o que potencializa os riscos de acidentes na cidade. Os dados foram coletados com vítimas na região Oeste de São Paulo, com foco nas marginais Pinheiros e Tietê, além de outras vias de grande movimento como as avenidas Rebouças e parte do corredor Norte-Sul (avenidas Rubem Berta, 23 de Maio e Bandeirantes).
O HC é o hospital de referência para politraumatismo em São Paulo. Pela primeira vez, o hospital coletou mostras de saliva das vítimas. Além do álcool, mais de 30 drogas ilícitas foram identificadas nos testes de laboratório, feitos nos Estados Unidos.
A frota de motos na capital paulista dobrou em sete anos: de 490.754 unidades em 2005, saltou para 962.239 em 2012. Nos mesmos sete anos, o número de acidentes com motos cresceu 35% e a quantidade de motociclistas mortos aumentou 27%.
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