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MP divulga relatório sobre o aumento da violência na Região Metropolitana de SL

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MP divulga relatório sobre o aumento da violência na Região Metropolitana de SL

O Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial (CAOp-Ceap) divulgou nesta segunda-feira (12), um relatório com dados sobre a violência na região metropolitana de São Luís. As informações mostram os índices de crimes violentos e as falhas no sistema das polícias do estado.

Para chegar ao resultado, foi utilizada a metodologia indicada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), contabilizando mortes por armas brancas, de fogo, agressão física e outras formas.

Em 2014, foram registradas 1.227 mortes violentas com essas características, números que superam em 24,7% a soma dos 984 registros de 2013. Esses índices foram obtidos através de registros mensais do Instituto Médico Legal (IML) e Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Segundo o promotor de justiça, José Cláudio Cabral, coordenador do CAOp-Cead, os números registrados pela pesquisa revelam uma situação de extrema violência e descontrole. A Organização das Nações Unidas considera aceitável dez assassinatos para cada 100 mil pessoas por ano.

"Na ilha de São Luís, esse índice é 876,4% acima da margem suportável. A violência tornou-se uma endemia", destaca o membro do Ministério Público do Maranhão (MPMA).

Veja na reportagem abaixo:

Não foram divulgados os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, que elevariam os índices de violência.

Falhas no Sistema Policial

O Ministério Público do Maranhão realizou vistorias em distritos policiais e delegacias especializadas na região metropolitana de São Luís, e constatou dados alarmantes. Em 2014, 289 inquéritos sobre mortes violentas não foram concluídos para serem encaminhados ao Poder Judiciário.

Outro dado informa que não há número suficiente de policiais militares para atender a demanda da região. A recomendação da ONU é que haja um policial para cada 300 habitantes. No Maranhão, existe um policial para cada 822 pessoas.

O ideal é que houvesse 22.836 policiais militares na ativa, para atingir esse número deveriam ser nomeados mais 14.499 profissionais.

Outro agravante é a falta de compartilhamento de informações e ações conjuntas entre as instituições do sistema de segurança pública, além da Justiça, Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública, Defensoria Pública Estadual, órgãos de perícia e uma central de inteligência com ramificações em todo o Maranhão.

Para Claudio Cabral, o agravamento da atual situação em todo o estado se dá também pela falta de um Plano Estadual de Segurança e políticas públicas que tenham por objetivo diminuir a criminalidade.

Veja o números de mortes ocorridas no período de 2010 até 31 de dezembro de 2014

 

 

 

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