Mundo: 870 milhões de trabalhadores vivem com R$ 4 por dia

No Dia dos Direitos Humanos, comemorado na terça (10) agências das Nações Unidas fizeram um apelo pelo fim da exclusão social e maior promoção da luta contra o HIV. O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, lembra que a Declaração de Viena, que completa 20 anos, pede o fim da pobreza extrema e coloca a justiça social no centro dos compromissos pelos direitos humanos.
Mas duas décadas depois, o mundo ainda tem 870 milhões de trabalhadores e suas famílias sobrevivendo, cada um, com US$ 2 por dia (cerca de R$ 4,00). Guy Ryder destaca que deste total, 400 milhões vivem na pobreza extrema.
O chefe da OIT lamenta que 20,9 milhões de pessoas estejam no trabalho forçado e que 168 milhões de crianças sejam obrigadas a trabalhar. Ryder explica que a promoção do trabalho decente é reconhecida como um direito humano e precisa continuar sendo uma das prioridades globais.
Já o diretor-executivo do Escritório Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Michel Sidibé, afirma que acabar com a epidemia do vírus é uma questão de direitos humanos.
Para Michel Sidibé, é possível chegar ao fim da epidemia de aids até 2030, desde que os direitos das pessoas com o vírus sejam respeitados. O chefe do Unaids destaca ser inaceitável que "mulheres, meninas, trabalhadores do sexo, usuários de drogas, migrantes, prisioneiros e homossexuais" sejam atacados, violentados e assassinados.
Segundo Sidibé, o mundo não pode aceitar que pessoas sejam excluídas de serviços de saúde ou de tratamento para o HIV, só pelo seu status social ou orientação sexual.
O chefe do Unaids destaca que os direitos humanos precisam ser respeitados e cumpridos por todos e segundo ele, pessoas que estão sofrendo merecem justiça.
Com nformações da Onu Brasil.
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