Quase metade das crianças vivendo com HIV não recebe tratamento

Pela primeira vez, houve declínio no total de crianças que recebem tratamento para o HIV. Quase metade entre 1,7 milhões de menores soropositivos não foi tratado no ano passado.
O levantamento é do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, que destaca ainda 150 mil novas infecções registradas entre crianças em 2020. O total é quatro vezes maior do que a meta estipulada, que era de 40 mil novos casos entre menores de idade.
Mortes
Ao publicar o relatório, em Genebra, na Suíça, a agência destaca que estão sendo perdidas várias oportunidades de identificar recém-nascidos e crianças pequenas com HIV. A razão é que não estão sendo testados mais de um terço dos bebês que nascem de mães soropositivas.
O Unaids revela que sem tratamento, 50% das crianças com o vírus morrem antes do segundo aniversário. A vice-diretora do Unaids, Shannon Hader, lembra que há 20 anos, começaram as iniciativas para prevenir a transmissão vertical e evitar que as crianças morram de Aids.
Liderança
Mas apesar dos progressos, as metas em relação às crianças soropositivas não estão sendo alcançadas. Elas têm 40% a menos de chances do que os adultos de receberem tratamento. Além disso, os menores representam 15% das mortes relacionadas à Aids.
O Unaids faz um apelo por mais liderança, ativismo e investimentos. Já a Organização Mundial da Sáude, OMS, destaca que a “comunidade com HIV tem um histórico de combater desafios sem precedentes e por isso, é necessária a mesma energia e perserverança para cuidar dos mais vulneráveis, as crianças”.
Três Medidas
O relatório cita três ações necessárias para acabar com novas infecções de HIV entre crianças. A primeira é testar todas as grávidas e fornecer tratamento o quanto antes, para evitar que os bebês nasçam com o vírus.
A segunda ação é garantir a continuação do tratamento e da supressão viral durante a gravidez e a amamentação. Segundo o Unaids, 38 mil crianças foram infectadas porque as mães não receberam o tratamento adequado nessas duas fases.
Adolescentes
O terceiro objetivo é evitar novas infecções por HIV entre mulheres que estão grávidas ou amamentando.
De acordo com o levantamento, houve progressos na prevenção do vírus entre as adolescentes e as jovens: queda de 27% de novas infecções entre 2015 e 2020.
Por outro lado, a Covid-19 e o fechamento das escolas prejudicaram muitos programas educacionais e de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes, o que mostra ser urgente redobrar os esforços de prevenção no grupo.
Fonte: ONU News.
Continue lendo
Moradores da região e funcionários se preparam para implosão da Ponte do Estreito dos Mosquitos
Engavetamento com mais de 20 veículos deixa um morto e 10 feridos na Via Dutra, no RJ
Homem é preso por suspeita de tráfico de drogas na Vila Embratel, em São Luís
Guarda Municipal prende homem procurado por roubo em São Luís
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
Colabore com a redação