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'Não mudou nada', diz presidente de associação de parentes vítimas do voo 447

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'Não mudou nada', diz presidente de associação de parentes vítimas do voo 447

Após três anos, os parentes das vítimas e o BEA (Escritório de Investigação e Análise) fizeram um acordo para que as conclusões do relatório final sobre as causas da queda do voo AF 447, em 2009, fossem divulgadas para a imprensa apenas durante a entrevista na sede do orgão francês, que ocorre nesta quinta-feira (horário de Brasília), na França. Os parentes das vítimas já revivem os primeiros instantes do acidente.

Segundo o presidente Associação dos Familiares de Vítimas do Voo 447, Nelson Faria Marinho, pai do mecânico de plataforma petrolífera Nelson Marinho, um dos passageiros do voo, o relatório final "não mudou nada".

Quando perguntado se o relatório trazia informações sobre possíveis falhas técnicas do avião, Marinho disse que "tendência é outra". O relatório anterior divulgado pelo BEA apontou que falhas dos pilotos foram as principais causas para a queda.

A tragédia mudou profundamente o cotidiano das famílias das 228 vítimas do acidente. Entre problemas de saúde, afastamento do trabalho e sentimento de perda "irreparável", elas enfrentam a dor causada pela morte brutal dos parentes.

"Cada vez que o assunto ganha grande destaque na mídia devido a revelações oficiais sobre o caso, tenho a impressão de voltar ao primeiro dia do acidente", diz a francesa Corinne Soulas, que perdeu sua filha única, Caroline, de 24 anos, na tragédia. "É muito difícil viver isso, mesmo três anos depois", diz ela, que afirma ter conseguido "tomar forças e aprender a viver" desde então.

O marido de sua filha Caroline, Sébastien Védovati, era comissário de bordo no voo AF 447. Ele havia convidado a esposa para acompanhá-lo em seu trabalho e passar um fim de semana no Rio de Janeiro. O casal havia se conhecido durante um voo em que ele trabalhava, em 2003. Se casaram em 2007.

As operações de buscas foram definitivamente encerradas no ano passado. No total, 74 corpos, segundo as autoridades francesas, não puderam ser retirados dos quase 4 mil metros de profundidade no oceano.

Informações Agência Brasil e Ig

 

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