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No dia do Palhaço, conheça mais sobre a coulrofobia

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No dia do Palhaço, conheça mais sobre a coulrofobia

No Brasil, o dia 10 de dezembro é comemorado o dia do palhaço, mas para alguns, esta figura simpática ao invés de arrancar risadas é motivo de pânico.

O medo patológico aos adereços do figurino e as cores extravagantes do palhaço é denominado de Coulrofobia. Existem mais registros de casos da fobia em crianças, mas ela também pode estar presente em adolescentes e se estender até a fase adulta de alguns indivíduos. Os portadores da coulrofobia tem ataques de pânico, suores, náuseas, arritmia cardíaca e perda de fôlego sempre que se deparam com a imagem da figura infantil. A coulrofobia é mais comum do que se imagina, e pode estar relacionada a experiências traumáticas.

Em função do medo comprovado de algumas crianças, a presença dos palhaços em tratamentos hospitalares foi praticamente erradicado. A coulrofobia pode ser tratada. Para mais informações, procure a ajuda de um médico.

 

A origem do palhaço

A profissão do palhaço é uma das mais antigas da humanidade.  O teatro grego já descreve a aparição de atores interpretando a figura em registros de mais de 2.000 anos. Foi naquela época que surgiu um dos maiores símbolos do palhaço: o rosto branco. Como não havia eletricidade, era um modo de fazer com que o público conseguisse enxergá-los melhor. Historiadores afirmam que também nas tribos indígenas da América do Norte bem como nas cortes dos imperadores chineses já haviam sinais do entretenimento do palhaço.

A tradição dos números cômicos permaneceu na Idade Média na figura do bobo da corte, cuja função era animar o rei.

O nome e a figura do palhaço moderno deriva da tradição italiana. Derivado do termo  - pagliaccio (omino di paglia)-, que traduzido para o português  significa o homem de palha, uma alegoria ao camponês que chega à cidade e muitas vezes não tem condições de se manter. Segundo a lenda, as roupas que ganhava de outros não lhe serviam, por isso as peças desproporcionais ao corpo e descombinadas entre si. O palhaço passa a viver na rua, e ao embrigar-se com cerveja,  deixa um pouco da espuma ao redor da boca, o que justifica o rosto branco e de tanto tropeçar e cair de rosto no chão, acaba ficando com o nariz vermelho. Tanta trapalhada acaba se tornando distração para quem o vê pelo caminho.

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