No rádio, Dilma celebra 10 anos do Bolsa Família

Ancorando seu programa de rádio semanal, a presidente Dilma Rousseff festejou o aniversário de 10 anos do programa social Bolsa Família, criado em 2003, por Lula.
“Esse programa mudou a cara do Brasil”, disse Dilma, durante o Café com a Presidenta, desta segunda-feira (16). Segundo dados oficiais, o programa distribui renda a 13,8 famílias .
"Isso significa 50 milhões de pessoas que passaram a viver com dignidade, que conquistaram uma vida melhor. Com esse programa, 36 milhões de brasileiros e de brasileiras saíram e se mantêm fora da pobreza extrema", disse Dilma.
Em seu balanço histórico, Dilma lembrou do início do Bolsa Família e das críticas recebidas durante sua implantação:
“Chamavam o programa de bolsa esmola”, disse a presidente. Mas, hoje, "o programa é visto com a maior iniciativa oficial de transferência de renda do mundo".
"Não basta o PIB [Produto Interno Bruto] crescer, não basta a economia crescer, tem de crescer para todo mundo. Um país desenvolvido é um país que tem toda a sua população vivendo com dignidade", acrescentou a presidente.
Dilma lembrou que têm direito ao benefício as famílias com renda até R$ 140,00 por mês, por pessoa. O valor recebido varia de acordo com o número de filhos e as características da família. O repasse dos recursos está baseado em uma moderna tecnologia social, que inclui o cadastro dos beneficiários, pagamento por cartão e recebimento direto sem intermediários, o que evita clientelismo.
A presidenta destacou que além de complementar a renda das famílias, o programa incentiva a frequência escolar, na medida em que as crianças incluídas têm que ter pelo menos 85% de presença na sala de aula. Ele também melhora as condições de saúde dessa parcela da população, já que as grávidas que recebem os recursos precisam fazer o pré-natal e as mães têm que manter a carteira de vacinação das crianças em dia.
O resultado, segundo Dilma, é que a taxa de abandono da escola por crianças do Bolsa Família é muito menor que a dos demais alunos, a taxa de aprovação deles é igual à de todos os outros alunos, e a mortalidade infantil no país caiu 40% nos últimos dez anos, principalmente no Nordeste.
"Nós também estamos providenciando creches e educação em tempo integral para as crianças e para os jovens do programa. E mais: nas creches do Bolsa Família, onde tem sobretudo crianças do programa, nós colocamos mais 50% do valor para os prefeitos poderem atender a essas crianças com o acompanhamento pedagógico integral", disse.
Quer ouvir o programa na íntegra? Click aqui: Café com a presidenta
Com AgBr
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