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Nordeste Competitivo será apresentado nesta terça (11) na Fiema

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Nordeste Competitivo será apresentado nesta terça (11) na Fiema

Nesta terça-feira (11), a partir das 8h da manhã, industriais vão discutir como movimentar como movimentar produtos, insumos e mercadorias pelos portos, rodovias e ferrovias a partir das conclusões do relatório Nordeste Competitivo, que será apresentado 5º andar da casa da Industria Albano Franco, sede da Federação.

O estudo foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as federações das indústrias dos estados da região. Terceiro dos estudos regionais – já foram finalizados os relatórios para as regiões Norte e Sul – o Nordeste Competitivo levantou os gargalos em infraestrutura que podem, dentro de alguns anos, travar o escoamento da produção dos nove estados para o mercado interno e para exportação.

De acordo com o documento, as ferrovias e os portos são os que mais precisam de investimentos. Juntas, as duas malhas vão demandar 90% dos R$ 25,8 bilhões necessários para evitar um colapso do sistema logístico nordestino até 2020. Os outros 9% devem ser investidos nas rodovias, enquanto 1% devem ser destinados às hidrovias.

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A apresentação será focada na necessidade de ampliação da capacidade de movimentação de cargas por ferrovias e portos no estado. Segundo o relatório, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) opera a cima da sua capacidade de movimentação, onde há trechos que a capacidade é para suportar o tráfego de 279 mil toneladas por dia e hoje opera com uma média de 311 mil toneladas diárias.

No caso dos portos, apenas o Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Recife utilizam mais do que suas capacidades permitem. Em 2020, no entanto, seis portos vão operar acima da capacidade e outros dois estarão com potenciais gargalos. Os casos mais críticos devem ser os do Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Natal.

Das rodovias que cruzam a região, três já apresentam gargalos atualmente. A utilização delas pelos carros e caminhões de carga ultrapassa em até 65% a capacidade de peso que suportam em um determinado período, o que reduz a velocidade dos veículos e gera congestionamentos. Uma simulação do crescimento da produção até 2020 mostra que, se nenhum investimento for feito nos próximos oito anos, nove rodovias estarão sendo utilizadas acima do que suas capacidades permitem. Desses nove gargalos, dois estarão em estado crítico, ultrapassando em até 151% a capacidade permitida.

O relatório ainda trás dados da região Nordeste como um todo e mostra que as indústrias em operação nos nove estados nordestinos produzem o equivalente a R$ 29,2 bilhões por ano, sendo que 81% desta produção estão concentrados no setor de bebidas, de papel e celulose, de açúcar, de álcool, de combustíveis, de biscoitos e bolachas, de autopeças, de farinha de trigo e de petroquímicos.

As principais cadeias agropecuárias do Nordeste são a de cana de açúcar, de bovinos, de fruticultura, de mandioca, de soja e de milho. Juntos, os seis produtos respondem por 93% de toda a produção agropecuária. A produção extrativista mineral e florestal da região é muito concentrada em petróleo e gás natural, madeira, calcário, sal e potássio. Esses produtos respondem por 92% do que é extraído na região. As informações são de Janio Arlei.

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