Novo protesto contra Sérgio Cabral reúne 300 pessoas no Rio

Cerca de 300 manifestantes caminharam da Câmara Municipal, no Centro, até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. O grupo, que pedia a saída do governador Sérgio Cabral (PMDB), era formado majoritariamente por adeptos do Black Bloc.
Eles chegaram por volta de 20h e encontraram a sede do governo cercada por grades e, dentro delas, policiais com escudos. As duas pistas da Rua Pinheiro Machado foram fechadas pelos manifestantes.
Às 20h40, um grupo de manifestantes tentou derrubar as grades que cercam o Palácio Guanabara e policiais militares lançaram spray de pimenta. Outros policiais que estavam na área do prédio correram em direção ao grupo.
Enquanto a manifestação acontecia em frente ao Palácio Guanabara, professores da rede estadual disseram ter sido agredidos pela Polícia Militar no mesmo local, depois de audiência com o vice-governador.
A expulsão por policiais de 30 professores do Palácio Guanabara, depois de audiência com o vice-governador Luiz Fernando Pezão, foi o estopim para que mais um protesto com cerca de 300 pessoas na sede do governo fluminense terminasse em tumulto.
Manifestantes do lado de fora derrubaram as grades do palácio ao verem os professores serem arrastados. PMs usaram spray de pimenta, balas de borracha e bombas e uma pessoa foi detida por jogar pedras nos policiais. O confronto se espalhou pelas ruas de Laranjeiras.
Os professores estão em greve desde o dia 9. Eles se reuniram com o vice-governador Pezão e o subsecretário de Educação, Antonio Neto. Insatisfeito com a conversa, um grupo decidiu permanecer no prédio. Manifestantes que faziam passeata da Igreja da Candelária à Câmara Municipal decidiram ir até o Palácio e apoiar os professores. Logo depois que chegaram, os professores foram expulsos.
Às 21h30, o Batalhão de Choque dispersou o protesto e o tumulto se alastrou. Manifestantes lançaram pedras (um repórter da rádio BandNews FM foi atingido na cabeça), incendiaram lixeiras, destruíram pontos de ônibus e telefones públicos. O governo do Estado divulgou nota, criticando a ação de 'grupos radicais'.
“Esses grupos não estão interessados no diálogo e na democracia. Eles apostam no caos”, informa o texto.
Na última sexta-feira (9), Manifestantes se reuniram na Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para protesto contra o governador Sérgio Cabral. O pedreiro Amarildo, que desapareceu após ser levado por policiais, também foi lembrado durante a manifestação que chegou à Câmara Municipal por volta das 18h.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro fez revista em vários manifestantes e alguns foram retirados da plenária da Alerj à força pela segurança da casa, com uso de spray de pimenta.
Os policiais ocuparam a entrada lateral da Câmara para impedir a entrada de quase 25 manifestantes que tentaram ocupar o plenária da Câmara.
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