O Maranhão está na área endêmica da esquistossomose

Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que o Maranhão está na área endêmica da esquistossomose. A doença pode ser adquirida através do contato com água de rios, riachos, açudes e lagos contaminados.
Em 2010 foram analisadas 88.585 amostras de fezes com o objetivo de detectar possíveis casos de esquistossomose no estado, ao todo 4.907 foram confirmadas. A prevalência da doença no Maranhão é 5,5%.
Segundo o representante do centro de pesquisa Renée rachou de Minas Gerais, Áureo Almeida, conforme for o contato da pessoa, ela acaba ficando imune, mas a primeira vez tem algumas reações. A doença ataca o fígado e o baço.
Devida a esses dados, a secretaria de vigilância do ministério da saúde vai realizar o inquérito nacional de prevalência da esquistossomose mansoni em todo o país com objetivo de identificar as áreas endêmicas. O último inquérito foi feito na década de 50 em apenas 16 estados.
De acordo com o chefe do departamento de controle de endemias, Nelson Cavaleiro, o inquérito tem o objetivo de ver a situação geral do estado.
A Fundação Osvaldo Cruz, que é referência em pesquisas e tratamento de doenças tropicais no Brasil. vai capacitar os gestores locais para trabalharem com um método usado no mundo todo no diagnóstico da esquistossomose.
O método Kato-katz consiste no uso de materiais simples que auxiliam os técnicos na rapidez dos resultados.
Depois de um preparo como esse, os profissionais estarão prontos para trabalhar na questão do diagnóstico laboratorial, afirma o supervisor do Lacem, Adalberto Mota Ataíde.
Reportagem por: Rayssa Alves
Imagens: Joel Oliveira
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