Obama precisa de 51 votos do Senado para disparar mísseis contra a Síria; votação é quarta (11)

A primeira votação no Senado dos Estados Unidos da resolução que autoriza a intervenção norte-americana na Síria deve ocorrer na próxima quarta-feira (11), segundo informação do líder da maioria democrata, senador Harry Reid.
Por enquanto, dos 100 senadores, 24 se declararam a favor de uma intervenção na Síria, 20 se opuseram e 56 indicaram indecisão. Mas os governistas acreditam que poderão conquistar de 51 a 60 votos do total de 100.
No último fim de semana, Bashar al-Assad (foto) se defendeu dizendo "que não é uma questão de confiança para se desencadear um ataque contra seu país: a questão é de evidência, de prova material de que usamos armas químicas... ninguém prova isso", disse Assad à rede CBS de televisão, em sua primeira entrevista para falar do assunto a uma emissora norte-americana.
A votação no Senado
A votação de quarta-feira é o primeiro indicador sobre o apoio do Congresso à proposta do presidente norte-americano, Barack Obama de atacar alvos militares sírios para contenção de fabricação e uso de armas químicas. A Câmara dos Representantes (deputados federais), controlada pelos republicanos, não anunciou o calendário para a votação. A previsão é que ocorra nas próximas duas semanas.
Pela resolução aprovada na Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado, a operação militar deve durar, no mínimo, 60 dias e, no máximo, 90. A ideia é evitar o envio de tropas e focar em alvos militares.
O conselheiro adjunto de segurança nacional, Tony Blinken, confirmou nesta segunda-feira (9) que os Estados Unidos receberão favoravelmente qualquer plano para a Síria abandonar as suas armas químicas, mas expressou seu ceticismo em relação à disposição do presidente sírio, Bashar Al Assad, de mudar seu regime em meio à guerra civil que já dura dois anos.
Segundo informações da Organização das Nações Unidas, o conflito sírio já matou mais de 100 mil pessoas, desde 2011. No último ataque químico, segundo o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, matou mais de 1000 pessoas sendo, 426 crianças.
O governo sírio se defende, dizendo que não há provas de que seus militares dispararam contra civis indefesos. Obama diz ter certez de que os ataques foram feitos por forças leais a Assad e não por guerrilheiros ou grupos de oposição ao regime.
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