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Oficina de costura garante capacitação de detentas

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Oficina de costura garante capacitação de detentas

Uma oficina de costura voltada à produção industrial já está em pleno funcionamento no Presídio Feminino de São Luís. A iniciativa do DPE e instituições visa garantir capacitação e empregabilidade às apenadas e, conseqüentemente, a redução de pena.

A reativação da malharia se deu graças à assinatura de convênio realizado, na segunda-feira (28), entre a Defensoria Pública do Estado (DPE/MA), a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ) e a empresa República das Malhas.
De acordo com o defensor público, com atuação na 2ª Vara de Execução Penal, Alberto Bastos, o convênio visa à qualificação técnico-profissional das apenadas por meio da promoção de cursos gratuitos, promovidos pela empresa República das Malhas, e abertura de vagas de emprego no ramo de corte e costura. O objetivo da oficina, desenvolvida pelo projeto “Costurando Caminhos”, da Sejap, é fortalecer a reintegração social com o intuito de reduzir o alto grau de reincidência no estado.

“A República das Malhas efetuará a remuneração às apenadas pelo serviço prestado, além de fornecer matéria-prima necessária para as atividades do projeto. Vai, também, garantir a manutenção das máquinas utilizadas; disponibilizar uniforme para as custodiadas; providenciar crachá de identificação e equipamentos de proteção individual; promover a capacitação das apenadas, entre outras obrigações”, explicou Alberto Bastos.

A seleção das candidatas aos cursos e às vagas de emprego é de responsabilidade da Defensoria Pública, Sejap e do TJ/MA. Onze detentas participam do curso de corte e costura. Claudia Regina, Elizabeth Yadira Gomes, Iranilde Reis Lima, Issis da Silva Gama, Janete Werberch, Lislângela Paes da Silva, Maria Raimundo Cabral, Marta Gomes de Sousa, Meyrilene Feitosa, Resenilde Silva Campos e Vilanir de Almeida compõe o primeiro grupo de trabalho.

“Quando cheguei aqui não tinha nenhuma perspectiva. Somente agora, com a possibilidade desse trabalho remunerado, terei possibilidade de reduzir minha pena e ainda ganhar um dinheiro para manter meus quatro filhos”, disse Rosenilde Campos, em nome das colegas.
 

Com informações da Defensoria Pública

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