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ONU confirma uso de armas químicas contra civis, na Síria

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ONU confirma uso de armas químicas contra civis, na Síria

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, leu, nesta segunda-feira, parte do relatório feito pelos técnicos da entidade sobre o potencial de armas químicas usadas na Síria, nos ataques de 21 de agosto último. "A conclusão é clara: usaram o gás de efeito neurológico Sarin, em armas lançadas em mísseis de superfície contra quatro subúrbios de Damasco", diz o relatório. Na opinião do secretário geral, "armas químicas foram usadas em larga escala".

"Isto é crime de guerra e uma grave violação ao protocolo 1925 e a outras leis internacionais que regem a proibição e o controle dessas armas. Eu confio que todos possam se juntar a mim na condenação desse crime horrendo. A comunidade internacional tem a responsabilidade de levar os responsáveis à Justiça e garantir que essas armas não voltem a ser produzidas nem usadas durante os conflitos", escreveu Ban Ki-moon ao Conselho de Segurança da ONU, que deve deliberar o caso.

O relatório de 38 páginas não menciona os nomes dos responsáveis pelos ataques. Os norte-americanos têm certeza, segundo o presidente Barack Obama, de que o regime de Bashar al-Assad fez lançou vários foguetes contra comunidades que apoiam os rebeldes, nos bairros de Damasco.

"Sabemos quem disparou os foguetes, a que horas, contra quais alvos e em que momentos essas armas explodiram nos bairros. Os rebeldes não têm essa logística bélica. Os foguetes foram lançados pelo regime de Assad. Temos certeza disso", disse Obama semana passada.

Russos e americanos detalham um planos de 7 artigos que devem ser seguidos para a destruição das armas químicas da Síria.

A ONU não recomenda operação militar na Síria, temendo consequências contra os civis que fogem do país em massa. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas tenham fugido do país. A maior cidade da Jordânia, por exemplo, com 250 mil pessoas, é um acampamento de refugiados sírios.

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