ONU no Brasil lança campanhas para combater o zika

Para marcar um ano do surto do vírus da zika no Brasil, várias agências da ONU estão lançando campanhas para combater a doença.
A chefe do Programa de Sobrevivência Infantil e Desenvolvimento e HIV/Aids do Unicef Brasil, Cristina Albuquerque, falou sobre iniciativas de apoio a gestantes e cuidadores de crianças com Zika ou doenças relacionadas:
"Nós construímos a intervenção chamada redes de inclusão. Ela tem como objetivo principal apoiar as mulheres, gestantes e cuidadores de crianças com síndrome congênita do zika ou outras deficiências. Ela tem como foco o apoio psicossocial à família, o empoderamento da família. Tem um outro eixo que é a capacitação dos profissionais da área de saúde e um outro eixo que é a organização das redes que possam trabalhar em conjunto.", disse Cristina.
Albuquerque afirmou que atualmente o Brasil tem 2.079 casos confirmados de microcefalia e outras desordens neurológicas causadas pelo zika.
Segundo ela, o projeto não para por aí, o Unicef está levantando a agenda de todas as crianças com deficiências.
Nesta quarta-feira (16), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, o Fundo da ONU para a População, Unfpa, ONU Mulheres, entre outros, lançaram a campanha "Mais Direitos, Menos Zika".
Segundo a iniciativa, os bebês que nascem com microcefalia exigem atendimento específico e contínuo. A campanha promove acesso a informações, insumos e serviços de qualidade visando a diminuir os riscos de infecção.
A mensagem é direcionada a vários tipos de público, incluindo mulheres em idade reprodutiva de 15 a 49 anos, adolescentes, grávidas ou não e homens adultos e jovens.
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