ONU quer que países ratifiquem Tratado de Proibição de Testes Nucleares

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon (foto), pediu aos Estados-membros que assinem e ratifiquem o Tratado de Proibição de Testes Nucleares (CTBT).
A declaração de Ban marcou o Dia Internacional Contra Testes Nucleares, nessa segunda-feira (29). Ele pediu ao mundo que tenha "sentimento de solidariedade compatível com a urgência em acabar com o impasse sobre a questão".
Brasil
Desde sua adoção pela Assembleia Geral há 20 anos, o tratado ainda não entrou em vigor porque precisa ser ratificado por nove países com arsenais nucleares. São eles: China, Coreia do Norte, Egito, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Irã, Israel e Paquistão.
O Brasil firmou o acordo em setembro de 1996 e o Congresso ratificou o tratado em julho de 1998.
Em mensagem, o chefe da ONU disse que faz 25 anos que o local de testes nucleares de Semipalatinsk, no Cazaquistão, foi fechado. Nessa região foram realizadas mais de 450 explosões nucleares.
Ban declarou que uma "proibição a todos os testes nucleares vai pôr um fim a esse legado venenoso". Além disso, vai impulsionar a implementação de outras medidas de desarmamento ao mostrar que a cooperação multilateral é possível.
Para Ban, a decisão ajudará a aumentar a confiança na adoção de medidas de segurança regionais, incluindo a criação de uma área livre de armas nucleares no Oriente Médio e de todas as outras armas de destruição em massa.
O secretário-geral afirmou que "dado o risco catastrófico imposto pelas armas nucleares à coletividade humana e à segurança ambiental, todos devem rejeitar esse impasse" para a ratificação do tratado.
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