Oposição síria pede que Congresso americano autorize ataque; EUA diz ter provas de uso de armas químicas

A oposição síria pediu neste domingo (1) aos membros do Congresso dos Estados Unidos para que "façam a coisa certa" e autorizem um ataque contra o regime. Em um comunicado, a coalizão da oposição síria chamou os parlamentares americanos a "apoiarem os esforços do governo para deter a máquina de matar de Assad".
Um ataque parecia iminente esta semana contra o regime sírio, suspeito de usar armas químicas contra civis indefesos. Mas no fim de semana, o prsidente americano, Barack Obama preferiu consultar o Congresso, de férias até 9 de setembro, antes de comandar a intervenção militar.
O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayçal Moqdad, chamou o governo americano de "confuso e indeciso" e acusou o governo francês de ser "irresponsável" e de "apoiar organizações como a Al Qaeda".
Moqdad disse que "o presidente Barack Obama pareceu indeciso, decepcionado e confuso quando discursou ontem (...). Ninguém pode justificar uma agressão injustificável".
Já o secretário de Estado americano, John Kerry, disse neste domingo (1) que os Estados Unidos têm provas de que o agente químico neuróligo, conhecido por gás Sarin, foi usado em um ataque mortal em Damasco no mês passado.
Kerry disse que amostras de cabelo e sangue, reunidas após o ataque de 21 de agosto, "testaram positivas para o uso de sarin”. Especialistas da ONU estiveram na Síria coletando provas para determinar se armas químicas foram utilizadas em diversas ocasiões.
O maior, e mais mortal ataque ocorreu no dia 21 de agosto, no leste de Damasco. Os Estados Unidos dizem que mais de 1.400 pessoas foram mortas, sendo 426 crianças.
Washington acusa o governo sírio, dizendo que só o regime de al-Assad tem a capacidade de lançar um ataque. O recuo americano não agradou os israelenses, que esperavam por uma ação imediata do governo americano. Israel continua resistente em cumprir a promessa de impedir o Irã de fabricar uma bomba nuclear por meio da força militar. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel está pronto para enfrentar os seus inimigos sozinho, sem a ajuda de Washington.
O governo da França também anunciou que pode agir sozinho contra a Síria. O primeiro-ministro francês Jean-Marc Ayrault vai se reunir nesta segunda-feira (2) com legisladores para saber a melhor forma de responder às denúncias de ataques por armas químicas ordenados por Assad.
Navios da Marinha americana estão posicionados e aguardando ordens para lançar mísseis.
O presidente sírio, Bashar al-Assad, insistiu em que seu Exército pode aguentar qualquer ataque.
"A Síria é capaz de enfrentar qualquer agressão externa, assim como enfrenta todos os dias a agressão interna representada pelos grupos terroristas."
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