Palmeiras pode cair mesmo se ganhar do Flamengo

O Palmeiras pode ser rebaixado pela segunda vez na sua história mesmo se vencer o Flamengo, no próximo domingo, às 17h, em Volta Redonda. Com sete pontos de diferença para sair da zona da degola, a equipe jogará a Série B em 2013 caso Portuguesa e Bahia vençam seus jogos. Os adversários são, respectivamente, o Grêmio e a Ponte Preta.
Para escapar da zona de rebaixamento, o Palmeiras precisa vencer as três partidas que ainda faltam e torcer ainda contra seus adversários diretos. Mesmo assim, o técnico Gilson Kleina afirma que ainda tem esperança.
"Vamos continuar trabalhando, lutando, não estamos jogando mal. Se estivesse, merecia cair. Mas o trabalho está mostrando que não é justo cair. A vontade de vencer extrapola mais a energia que temos. Tivemos lances hoje que normalmente seria algo normal, e acaba se lesionando, até por descarga emocional. Tudo isso influencia. Não dependia só de nós, mas o mais importante era nós fazermos nosso resultado. Enquanto tiver fio de esperança vamos nos agarrar e vamos até o fim", disse o comandante.
Depois do Flamengo, neste domingo (12), o Palmeiras ainda enfrenta o Atlético-GO, em São Paulo, e o Santos, na Vila Belmiro. A pressão da torcida só deve aumentar e a tensão deve dominar os dias na Academia de Futebol.
Kleina admite que o momento é de cobranças por parte do torcedor, mas afirma que é importante que ninguém parta para a violência, porque nada disso ajudará os atletas a buscarem mais a vitória. O comandante, aliás, diz que ameaças físicas só deixam jogadores ainda mais sentidos e com menos condições de atuar nas condições normais.
"Todo mundo está sentido. Os jogadores querem dar resposta, não vejo grupo sem vontade. Todos tem vergonha na cara. Nós vamos sentir muito essa volta, porque queríamos dar uma resposta alegre ao torcedor. Ele está sofrendo muito, mais do que nunca. A vida tem ida e volta, tudo que estamos passando vamos buscar. Seremos fortes e daremos alegria. Vamos chegar de cabeça erguida. Não adianta nada trabalhar em cima de violência, porque vai prejudicar mais ainda. Agredir nada ajuda. Faremos nossa parte, o torcedor não verá ninguém jogando a toalha, porque nem é meu perfil", disse o comandante.
UOL
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