Paraolímpico ou paralímpico?

Em novembro de 2011, o Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou a mudança de seu nome (“Paraolímpico” desde a fundação, em 1995) “para se alinhar mundialmente aos demais países”. A partir de então, suas filiadas teriam 18 meses para também adequarem seus nomes.
O “Paralympic”, do inglês, é justificado pelo Comitê Internacional como derivado da preposição grega “para”, que em português significa “ao lado de”.
Assim, Paralympics seriam os Jogos “paralelos” aos Olympics.
E a mudança do Comitê Brasileiro, que passou de Paraolímpico (que teria vindo ainda do termo “paraplegia”, de origem grega) a Paralímpico, se mostra assim mais de acordo com os tempos e a variedade de deficiência dos participantes das competições.
Os Jogos, ainda “Paraolímpicos”, tiveram 400 inscritos na primeira edição, em Roma 1960, mas o Comitê Internacional só foi fundado em 1989, depois dos organizadores de Seul 1988 usarem o termo oficialmente pela primeira vez. Desde o início, o nome já era Paralympic.
No Brasil, há quem defenda que a palavra então deveria ser “parolímpico”. Mas o Comitê Brasileiro optou por Paralímpico.
Assim, está adotando o mesmo termo de outros países de língua portuguesa, caso de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
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