Petrobras: Cerveró nega ter ocultado informações e isenta Dilma de responsabilidade

Em depoimento à CPI da Petrobras do Senado, o ex-diretor da área internacional da estatal, Nestor Cerveró (foto; esq.), defendeu a compra da Refinaria Passadena nos Estados Unidos, em 2006, e disse que a aquisição foi avaliada por consultorias e fazia parte do planejamento estratégico da Petrobras para o mercado externo. Cerveró justificou que as cláusulas omitidas no resumo do contrato de compra não eram importantes. Segundo ele, dois itens considerados polêmicos, um que assegurava uma rentabilidade mínima para a sócia Astra Oil e outro que obrigava a Petrobrás a comprar a participação da empresa belga em caso de desacordo, são normais neste tipo de negócio.
O relator, senador José Pimentel (PT-CE), lembrou que a presidente Dilma Rousseff, que na época presidia o Conselho de Administração da Estatal, manifestou que deu aval ao negócio baseada em um resumo executivo falho elaborado por Cerveró. Nestor Cerveró lembrou que trabalhou na Petrobrás por quase 40 anos e negou que tenha enganado a presidente Dilma Rousseff no processo de compra da refinaria.
“ Se eu teria enganado a então presidente do conselho de administração. Eu tenho uma história, ao é extremamente injusto depois de quase 40 anos de dedicação este tipo de consideração. Eu ter enganado, para mim é inaceitável”, disse Cerveró.
A reunião contou apenas com os senadores da base aliada. O ex-diretor da área internacional da Petrobras também disse que, após os investimentos da empresa, atualmente a refinaria de Passadena é lucrativa e já recebeu prêmios nos Estados Unidos.
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