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PF prende deputado maranhense suspeito em fraude de R$ 73 milhões contra mega-sena

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PF prende deputado maranhense suspeito em fraude de R$ 73 milhões contra mega-sena

 

O suplente de deputado  federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB, foto do TSE) foi preso pela Polícia Federal, no último sábado (18) suspeito de ajudar a desviar R$ 73 milhões de um falso sorteio da mega-sena, da Caixa Econômica Federal. 

 Carvalho Neto foi preso na estrada, saindo de Estreito,  750 Km a Sul do Maranhão.  A fraude de R$ 73 milhões é um recorde contra os cofres da Caixa Econômica Federal.

“Temos todo o rastreamento o dinheiro, que já está sendo bloqueado.  Já recuperamos 70% do dinheiro”, afirmou o delegado Omar Pepow, responsável pelo inquérito federal.

Carvalho Neto foi preso no sábado (18) e transferido para a cidade de Araguaína. O golpe aconteceu no dia 13 de dezembro de 2013 e foi descoberto por auditores do banco estatal em análises rotineiras das operações. Outros funcionários da CEF também estão sendo investigados, sigilosamente.

Parte do dinheiro desviado, segundo a PF, foi usado para que Ernesto Carvalho Neto comprasse um avião, que também já foi apreendido durante as investigaçõs.

Além do Maranhão, o grupo suspeito usou contas bancárias no Ceará, Tocantins, Goiás e São Paulo.

Uma empresa de São Luís recebeu R$ 42 milhões do dinheiro ilegal. Desse total, R$ 13 milhões foram parar na conta de outra empresa, de propriedade do deputado federal suplente, na agência da Caixa, na avenida Holandeses, São Luís.

 

 

Entenda o caso, que começou em Tocantinópolis e chegou a São Luís

 

No dia 5 de dezembro de 2013, uma conta foi aberta na agência da Caixa Econômica Federal de Tocantinópolis, em Tocantins. O gerente geral Robson Pereira do Nascimento, que está preso  desde o dia 22 de dezembro,  autorizou a abertura para pagamento de um prêmio de mega-sena, no valor de R$ 73 milhões. O suplente de deputado federal chegou a ter um posto de gasolina na mesma cidade.

 

Por não ter o bilhete premiado em mãos, o gerente Pereira do Nascimento pediu a transferência do dinheiro manualmente, utilizando o serviço interno da Caixa que cuida apenas do dinheiro de loterias. Dessa conta especial  de loterias, saíram os R$ 73 milhões, mediante uma ordem escrita do gerente geral.

 

O mesmo gerente Pereira do Nascimento deu o número de quatro contas bancárias que deveriam receber os depósitos parcelados. Duas dessas contas estão em São Luís, uma delas na agência da CEF da avenida Holandeses.

 

A conta  da agência da avenida Holandeses, em São Luís,  recebeu R$ 43  milhões. Parte desse dinheiro (R$ 13  milhões) foram depositados na conta de uma empresa que seria do deputado federal suplente do PMDB, Ernesto Vieira de Carvalho, preso na cidade de Estreito, no último sábado. Por ter recebido a maior parte do dinheiro, é possível que o comando do grupo opere no Maranhão.

 

O que dizem os gerentes

 

O gerente de Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, disse que teria enviado o bilhete da mega-sena premiado por malote com toda a documentação necessária para comprovação do prêmio. 

 

“O procedimento quebra completamente o protocolo de segurança dos prêmios de loteria da Caixa”, explicou um agente financeiro que conhece bem a rotina do banco estatal”. 

 

Segundo o especialista, que falou na condição de anonimato, “a Caixa tem um sistema de segurança online que exige os códigos de algoritmo montados impressos no bilhete.  Essa chave opera o sistema a mando dos gerentes credenciados. O gerente criou um documento contábil e mandou fazer o depósito, sem ter o bilhete nas mãos".

 

Para o delegado Omar Pepow,  esse bilhete não existe. O gerente de Tocantinópolis chegou a dizer que teria enviado por malote, antes de sair de férias...mas esses documentos nunca apareceram nas investigações",  que duram cerca de 30 dias.

 

Em São Luís, o gerente da agência da avenida Holandeses, disse à PF que abriu a conta para  “uma pessoa de respeitabilidade na sociedade maranhense como rotina, sem ter suspeitado de nada". 

 

Todas as contas foram abertas 15 dias  antes de o esquema ser iniciado em Tocantinópolis, no dia 13 de dezembro de 2013. 

 

Os policiais procuram suspeitos em outros estados.

 

 

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