Piratas da costa da Somália conseguiram mais de US$ 340 milhões em resgates

Os piratas da costa da Somália e do Chifre da África conseguiram lucrar entre US$ 339 milhões e US$ 413 milhões com resgastes, em um período de sete anos. Os dados estão em um relatório conjunto do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, Banco Mundial e Interpol. O documento usa dados e evidências obtidas a partir de entrevistas com ex-piratas, representantes de governos, banqueiros e outras pessoas envolvidas em conter a pirataria.
A principal meta era investigar o volume do dinheiro de resgate pago aos piratas somalis que atuam no Oceano Índico. O Unodc destaca que esses grupos criminosos vão continuar sendo uma ameaça à estabilidade e segurança do Chifre da África, a não ser que soluções de longo prazo sejam implementadas para impedir sua atual liberdade de movimento.
A pirataria custa para a economia global cerca de US$ 18 bilhões por ano em aumento dos custos de comércio. A ação dos piratas tem reduzido as atividades marítimas na região e com isso, países do leste africano vem sofrendo queda significativa no número de turistas e nos rendimentos obtidos com a pesca.
Segundo o relatório, o dinheiro lucrado pelos piratas é investido no tráfico de armas, no apoio a milícias, no contrabando de migrantes e no tráfico humano. Também há lavagem de dinheiro, por meio do comércio do khat, uma erva estimulante.
O levantamento do Unodc, Banco Mundial e Interpol teve como foco o Djibouti, Etiópia, Quênia, Seychelles e Somália. Dos lucros obtidos, entre 30% e 75% ficam nas mãos de financiadores dos crimes e apenas 0,1% vai para os piratas a bordo dos navios.
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