Pokémon Go já virou armadilha para ataques malware

Diante do sucesso absoluto de Pokémon Go, muitos hackers estão se aproveitando do fato de o jogo não estar disponível em alguns países para espalhar malwares como se fossem o popular jogo.
Segundo especialistas em segurança, o vírus apresenta a mesma identidade visual do título da Nintendo. Esse truque faz com que as pessoas acreditem estar baixando o jogo quando estão, na verdade, realizando o download de um APK que esconde um código malicioso.
Após instalado, ele solicita permissões diferentes daquelas exigidas pelo verdadeiro Pokémon Go, deixando seu smartphone completamente vulnerável. Entre essas permissões está a possibilidade de ler, apagar e enviar mensagens SMS, ativar e desativas rede Wi-Fi e 3G, monitorar histórico de chamadas e de SMS, além de realizar chamadas. De acordo com a empresa brasileira PSafe, uma das responsáveis pela descoberta, o vírus parece ter surgido na Turquia, mas já se espalhou por todo o mundo, podendo ser encontrado até mesmo no Brasil. Segundo ela, a melhor maneira de evitar o vírus é não fazendo o download por fontes não oficiais — ou seja, esperar o lançamento de Pokémon Go na loja nacional, por mais desesperador que isso seja para os fãs.
Além disso, ela recomenda que o usuário utilize um antivírus em seu aparelho para identificar possíveis ameaças.
App mais lucrativo
Pokémon Go é o assunto mais comentado na internet, seja pelas dificuldades de conexão ou porque ele é realmente muito viciante. E, mais do que gerar ótimos memes e situações engraçadas, o jogo que traz Pikachu e companhia para o nosso mundo também está rendendo muito dinheiro para o bolso da Nintendo.
Em apenas um dia, o jogo já é o aplicativo mais baixado nas lojas norte-americanas da Apple e da Google, liderando o ranking de downloads tanto na App Store quanto no Google Play. Isso não chega a ser uma grande surpresa, visto que se trata de um game gratuito.
O que realmente impressiona é que Pokémon Go já figura como um dos aplicativos mais rentáveis em ambas as plataformas.
De acordo com a empresa especializada em onitoramento de dados Sensor Tower, não demorou mais do que cinco horas para o título alcançar esse posto — um terço do tempo levado pelo antigo líder dessa lista, Clash Royale. Segundo o levantamento feito pela companhia, as pessoas estão realmente investindo muito dinheiro em pokébolas e outros itens a ponto de fazer com que os monstrinhos de bolso já se tornem muito mais lucrativos do que outros jogos que já apareceram nessa lista, como Game of War e Clash of Clans.
Esse é também o primeiro grande sucesso da Nintendo nas plataformas mobile. Sua primeira investida no formato foi Miitomo, um app voltado para algo mais social que chamou a atenção quando chegou ao iOS e Android, mas logo caiu no esquecimento. Tanto que o Sensor Tower relembra que o aplicativo conseguiu chegar, no máximo, à 73ª posição da lista de apps mais lucrativos no iPhone. Já com Pokémon Go, a situação é bem diferente.
E não apenas nos Estados Unidos, já que o jogo vem sendo um sucesso também nos outros territórios em que está disponível. Embora o Brasil esteja de fora dessa lista, Austrália e Nova Zelândia já receberam o game e também têm Pikachu e companhia como os mais baixados e lucrativos de suas lojas.
Diante desse sucesso inegável, fica a dúvida: quando a Nintendo vai acabar com as restrições e permitir que pessoas de todo o mundo possam aproveitar o game de realidade aumentada.
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