Polícia já sabia que Jhonatan era o assassino de Décio Sá

Jhonatan Sousa Silva foi preso no dia 05 deste mês em uma casa alugada no bairro do Turu. Com ele a polícia apreendeu nove tijolos de crack de 1,1kg cada um, totalizando aproximadamente 10 quilos da droga; uma máquina de prensar a droga; uma escopeta calibre 12 e uma pistola ponto 40, que segundo a Polícia, seria de um policial que perdeu durante diligências. Naquele momento, a polícia o apresentou apenas como traficante de drogas.
Em entrevista a uma rádio da capital, o Secretário de Segurança Aluísio Mendes, afirmou que no momento da prisão já sabia que o Jhonatan era o assassino de Décio Sá. Essa informação não foi divulgada, naquele momento, por uma estratégia da polícia.
Segundo o secretário, eles sabiam que com a prisão de Jhonatan, o restante da quadrilha iria de "movimentar", pois eles ficariam insegururos. Foi o que aconteceu, apenas sete dias depois, todo o núcleo da quadrilha estava preso.
Próximos passos
A polícia agora quer saber quem dava proteção à quadrilha, pois segundo Aluísio, os integrantes achavam que nunca seriam descobertos.
Esse bando já atuava há muitos anos no estado e contava com a proteção de pessoas "importantes". Agora, segundo o secretário, vai ser a parte mais trabalhosa. Eles vão investigar se há realmente participação de prefeitos nesta quadrilha, com relação a compra de merenda escolar.
Décio incomodava
O que motivou a encomenda da morte do jornalista Décio Sá, foram suas matérias. Muitas delas atigiam diretamente os integrantes da quadrilha. Durante a coletiva desta quarta-feira (13), ficou claro que Décio chegou a ser procurado pelo bando para "entrarem em acordo", mas Décio não quis. Desde então sua morte era um fato consumado.
Irmão seria morto por engano
Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (13), o Secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, afirmou que o irmão de Décio Sá quase foi assassinado por engano.
Ele disse que o Jhonatan - executor dos disparos que mataram Décio - foi até a casa do jornalista apenas com uma foto e com sua descrição física. Neste momento, o irmão de Décio chegou. O Secretário de Segurança afirmou que Jhonatan, quando ia atirar, percebeu que o homem era parecido, mas não era a pessoa que ele procurava. " Jhonatan percebeu que a pessoa que estava em sua frente era mais alta e forte que a descrita para ele", afirmou Aluísio.
No dia seguinte, ele seguiu Décio até o seu local de trabalho, esperou ele sair e o seguiu até o bar na Avenida Litorânea, local onde aconteceu o crime.
Assim que efetuou os disparos, Jhonatan subiu na moto que o aguardava e mais na frente, atravessou as dunas à pé. Ele seguiu andando até um ponto que pudesse pegar um táxi para levá-lo ao encontro de Junior Bolinha que lhe entregou R$ 20 mil dos R$ 100 mil reais combinados para assassinar o jornalista.
No dia seguinte, o atirador saiu de São Luís pelo ferry boat. Ele disse à polícia que jogou a arma no meio da baia, pois não fica com a arma do crime por muito tempo, para não gerar provas contra sí.
Como ele não recebeu o dinheiro todo, decidiu voltar para São Luís e cobrar os R$80 mil que os mandantes do crime lhe deviam. Foi assim que a polícia chegou até ele.
Quadrilha presa
A polícia apresentou sete pessoas acusadas de terem participação na morte do jornalista Décio Sá, foram eles: o atirador Jhonatan Sousa Silva (24), José Alencar Miranda Carvalho (72), Gláucio Alencar Pontes Carvalho (34), Airton Martins Monroe (24), José Raimundo Sales Chaves Junior (38), Fábio Aurélio Saraiva Silva - capitão da PM - e Fábio Aurélio Silva - o "Bochecha".
Dos sete, apenas o Capitão Fábio não foi apresentado na secretaria..
Durante a apresentação, o auditório estava lotado de polícia, familiares, jornalistas.
O Jhonatan, suspeito de ser o atirador, chegou com colete à prova de balas, os outros esconderam o rosto, exceto o Gláucio Alencar e seu pai José Miranda.
A secretaria de segurança pública, ainda procura a oitava pessoa envolvida, que teria pilotado a moto para Jonatan.
Todos eles foram levados para Presídios Federais.
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