Tecnologia de identificação de placas auxilia na prisão de suspeitos de arrombamentos de veículos em São Luís

O uso de tecnologia de reconhecimento automático de placas (OCR), aliado ao trabalho de inteligência e ao policiamento ostensivo, auxiliou na prisão de dois suspeitos de envolvimento em arrombamentos de veículos, na noite de quarta-feira (19), em São Luís. A ação envolveu o Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) e o 9º Batalhão da Polícia Militar.
O trabalho teve início na segunda-feira (17), após o arrombamento de um veículo nas proximidades de um estabelecimento comercial, no bairro Calhau. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança, o Núcleo de Inteligência de Imagens do CIOPS identificou um veículo branco relacionado à ocorrência.
Com a identificação, a placa do automóvel foi cadastrada no sistema OCR para monitoramento. A tecnologia permite a leitura automática de placas de veículos que passam pelas áreas alcançadas pelos equipamentos.
Dois dias depois, na noite de quarta-feira, uma das câmeras detectou a circulação do automóvel. A informação foi repassada ao policiamento e equipes do 9º BPM localizaram e abordaram o veículo no bairro Filipinho.
Durante a abordagem, os policiais encontraram, ocultos no interior do automóvel, um notebook e documentos pessoais de uma pessoa. A partir do documento, o CIOPS localizou o proprietário, que informou ter sido vítima de arrombamento de veículo naquele mesmo dia, com a subtração de seu notebook.
Os dois ocupantes do automóvel foram presos e encaminhados ao Plantão Central das Cajazeiras, juntamente com os objetos encontrados, para os procedimentos legais cabíveis.
Cerca de 450 câmeras funcionam 24 horas por dia
O CIOPS mantém atualmente cerca de 450 câmeras de videomonitoramento na Grande Ilha de São Luís, em funcionamento 24 horas por dia. A estrutura auxilia as forças de segurança no acompanhamento de ocorrências e conta com recursos tecnológicos, entre eles sistemas de reconhecimento automático de placas.
Para a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, o caso demonstra como a tecnologia amplia a capacidade de resposta das forças de segurança quando associada ao trabalho de inteligência e à atuação policial nas ruas.
“Esse é um exemplo concreto da integração entre tecnologia, inteligência e policiamento. A partir da análise de imagens, o veículo foi identificado e inserido no sistema. Dois dias depois, a tecnologia detectou sua circulação e permitiu direcionar nossas equipes para a abordagem, que resultou em duas prisões e na recuperação de um bem subtraído. É uma estrutura que amplia a capacidade de resposta das forças de segurança”, destacou a secretária.
O diretor do CIOPS, major Santos Júnior, explica que o trabalho desenvolvido pelo Centro vai além do acompanhamento das câmeras em tempo real.
“O videomonitoramento funciona 24 horas por dia, mas existe também todo um trabalho de análise das imagens e produção de informações. Com o OCR, podemos cadastrar uma placa de interesse e, quando esse veículo passa por um ponto monitorado, a informação é identificada e repassada para direcionar a atuação das equipes policiais”, explicou.
Tecnologia também auxiliou operação com 108 motocicletas apreendidas
A utilização da tecnologia pelo CIOPS também contribuiu, no início desta semana, para uma operação das forças de segurança contra os chamados “rolezinhos” de motocicletas na Grande Ilha.
A partir do monitoramento e das informações produzidas pelo sistema, as equipes policiais foram direcionadas para pontos identificados durante a operação, que terminou com 108 motocicletas apreendidas.
Os resultados registrados em poucos dias demonstram diferentes aplicações da estrutura tecnológica: tanto na identificação e localização de um veículo específico relacionado a uma ocorrência quanto no apoio a operações de maior abrangência.
“No início da semana, essa estrutura tecnológica auxiliou uma operação que resultou na apreensão de 108 motocicletas. Agora, contribuiu para localizar um veículo relacionado a arrombamentos, com duas prisões e a recuperação de um notebook. São exemplos de como usamos a tecnologia para produzir informação e dar suporte ao trabalho das forças de segurança nas ruas”, acrescentou a secretária Augusta Andrade.
A estrutura de videomonitoramento e inteligência do CIOPS funciona de forma integrada às forças de segurança, auxiliando no atendimento de ocorrências, na produção de informações para investigações, no planejamento de operações e no direcionamento do policiamento.
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