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Praça Benedito leite recebe o Sarau Histórico no Centro

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Praça Benedito leite recebe o Sarau Histórico no Centro

Todas as quartas-feiras, até o final de julho a Praça Benedito Leite será palco do Sarau Histórico no Centro, nas quintas acontece o roteiro guiado e as sextas são relembradas as personagens históricas de São Luís. O evento faz parte do projeto "Férias Culturais" e tem reunido uma grande plateia de admiradores de várias nacionalidades e idade.

Na última quarta-feira (15), músicos, flautistas, instrumentistas, estudantes do curso de evento do Ifma e técnicos da Setur fizeram um resgate do cenário da cidade no século XIX. Vestidos a caráter, os atores viveram personagens que entraram pra história de São Luís, como Daniel de La Touche, o fundador da capital maranhense, Ana Jansen e Catarina Mina. Em cena, eles explicaram como nasceu a "Cidade dos Azulejos".

"Eu estou adorando isso aqui. Uma noite de lazer diferente, animada, maravilhosa. Tudo muito bonito e interessante. As músicas me trazem lembranças de um passado feliz. Não vou perder o próximo evento desse tipo", disse Djanira Brito, de 58 anos, que veio do Olho D'Água para prestigiar o sarau.

Além das encenações, a noite também foi embalada por canções da época. Concertos e cantorias foram o convite às centenas de pessoas que estavam no local. Itaércio Antunes, morador do Centro, de 73 anos, se encantou com a São Luís antiga. "Estou muito feliz em poder voltar a Praça Benedito Leite, lugar onde me criei e que vivi muitos momentos, e reviver tudo isso em uma outra época. Muito boa a programação da Secretaria de Turismo. Estou acompanhando desde o primeiro dia e vou estar aqui sempre que tiver essas ações", afirmou o engenheiro civil.

Quem também foi lembrado na noite do sarau foi o teatrólogo Arthur Azevedo, dramaturgo marcante de São Luís. Composições, declamação dos poemas e os episódios que narraram a história da cidade que se formou à beira-mar surpreenderam a nova geração com uma história até então desconhecida. "Eu estou aprendendo coisas aqui que eu não sabia. Acho isso muito legal. Porque a gente aprende de um jeito que não é chato e que nos envolve", disse a estudante de 14 anos, Ana Letícia Pires.

As crianças e adolescentes passaram a compreender melhor a própria identidade e, a partir daí, devem preservar bem mais a tradição. "Eu quero morar aqui nessa praça pra ver isso todo dia", disse a pequena Cecília Damasceno, de apenas 3 anos. Outras ações acontecerão na próxima semana.

Confira a programação no Balada na Cidade

 

 

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