Presidência da Câmara divulga nota sobre supostas movimentações financeiras no exterior

A assessoria de imprensa da Presidência da Câmara dos Deputados divulgou nota oficial sobre as notícias divulgadas pelos mais variados mios de comunicação, a respeito de movimentações financeiras no exterior do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Leia abaixo, na íntegra:
"NOTA À IMPRENSA
Com relação às notícias veiculadas acerca de supostas movimentações financeiras no exterior atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, esclarecemos:
1) O presidente desconhece o teor dos fatos veiculados e não tecerá comentários sem ter acesso ao conteúdo real do que vem sendo divulgado. Assim que tiver ciência, por meio de seus advogados, o presidente se manifestará.
2) O presidente reitera o teor do seu depoimento prestado à CPI da Petrobras de forma espontânea.
3) O presidente reafirma o seu posicionamento na nota divulgada no dia 20 de agosto de 2015, na qual, entre outras observações, destacou:
- ´Também é muito estranho não haver ainda nenhuma denúncia contra membro do PT ou do governo, detentor de foro privilegiado´.
- ´À evidência de que essa série de escândalos foi patrocinada pelo PT e seu governo, não seria possível retirar do colo deles, e tampouco colocar no colo de quem sempre contestou o PT, os inúmeros ilícitos praticados na Petrobras.´
4) Diante desses fatos, causa muita estranheza a divulgação seletiva de notícias visando unicamente constranger o presidente da Câmara, em contrapartida ao silêncio sobre fatos graves que não foram objeto de divulgação alguma. Refutamos a tentativa contínua de transformar o presidente da Câmara no principal foco da investigação.
5) O presidente continua absolutamente tranquilo e realizando seu trabalho com a mesma lisura e independência, confiando plenamente na isenção e na imparcialidade do Supremo Tribunal Federal.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
GABINETE DA PRESIDÊNCIA"
Na última quinta-feira (1) a Suíça congelou perto de US$ 5 milhões (pouco mais de R$ 20 milhões segundo a cotação atual do dólar) em ativos em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e de parentes. Uma auditoria interna do banco que guarda esses valores, cuja identificação não foi divulgada, foi responsável pelo informe que levou à abertura de ação criminal no país europeu por suspeita de lavagem de dinheiro. A investigação foi enviada pelo Ministério Público suíço à Procuradoria-Geral da República no Brasil (PGR).
A instituição financeira entregou aos procuradores da Suíça, em abril de 2015, um informe em que apontava para as irregularidades e fazia duas constatações: Cunha havia criado uma estrutura para tentar esconder seu nome da conta e a renda movimentada era muito superior ao que o peemedebista havia declarado como salário.
O alerta deu um início a uma investigação formal, que resultou em um congelamento dos ativos de Cunha e de parentes em diversas contas.
Lava Jato
A Suíça investiga pagamentos relacionados à Petrobras desde março de 2014, quando foi deflagrada no Brasil a Operação Lava Jato. Durante meses, o Ministério Público suíço pediu que bancos entregassem à Justiça detalhes sobre dezenas de contas. Até agora, mais de 300 já foram identificadas e bloqueadas.
Com AgCâmara.
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
Colabore com a redação