Professores de federais trocam aumento por reestruturação de carreira

Parados há cerca de cem dias, professores de universidades federais protocolaram nesta quinta-feira uma contraproposta à oferta feita pelo governo federal em julho. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) abrem mão do aumento salarial e dão preferência à reetruturação da carreira.
Eles pedem que, a cada degrau de progressão, os professores tenham ajuste de 4% – antes, o percentual desejado era 5%. Segundo a presidente do Andes, Marinalva de Oliveira, a categoria também decidiu acatar o piso de início de carreira proposto pelo governo, de 2.000 reais. "Pleiteávamos 2.500 reais, salário inicial considerado ideal pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)."
Apesar da contraproposta, o governo considera as negociações encerradas. No último dia 3, foi assinado um acordo com o Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). O Andes e o Sinasefe, contudo, alegam que o Proifes representa a minoria dos docentes – o que invalidaria o acordo.
E o governo não dá sinais de que voltará a conversar. Nesta quinta-feira, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, reuniu-se com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o comando nacional de greve da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas não recebeu os professores.
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