Profissionais da educação pública iniciam greve nacional no Maranhão

Professores, especialistas e funcionários da educação iniciaram a greve nacional em São Luís, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O movimento vai ocorre durante os dias 17, 18 e 19 de março em todo o Brasil e reivindica a valorização docente e mais investimentos para a educação pública.
A concentração começou por volta das 8h, em frente à Biblioteca Benedito Leite, na Deodoro, onde foi feita a distribuição de panfletos sobre os motivos da greve nacional. Depois da concentração, às 10h, os trabalhadores saíram em passeata pela Rua da Paz, promovendo um grande apitaço como forma de chama atenção dos gestores públicos para educação.
O presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, explicou que uma das grandes bandeiras da greve nacional deste ano é o rechaçamento a um projeto de lei, que tramita no Congresso Nacional, no qual pretende alterar a forma de reajuste do piso nacional do magistério.
“O INPC como forma de recompor os salários dos professores vai rebaixar o piso da categoria. O projeto ainda não foi arquivado e qualquer era pode ser aprovado. Precisamos nos mobilizar”, alertou.
Além do Sinproesemma, a passeata também contou com a participação do Sindicato dos Professores Municipais (SindEducação), e com apoio de estudantes
A programação da greve nacional segue nesta terça-feira (18), a partir das 9h, na Associação Comercial do Maranhão, onde será feito um debate a nível estadual sobre os temas da greve. Já na quarta-feira (19), a mobilização dos trabalhadores será em Brasília.
A categoria pede a valorização de carreira e mais investimentos na Educação, com a destinação do royalties do petróleo para Educação, o cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério e 10% do PIB para a Educação.
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