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Projeto social promove assistência a adolescentes gestantes

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Projeto social promove assistência a adolescentes gestantes

A gravidez na adolescência hoje, juntamente com a erradicação da pobreza e mortalidade infantil, é um dos alvos fortes de assistentes sociais e lideranças políticas. Segundo o Ministério da Saúde a cada ano mais de meio milhão de meninas se tornam mães no Brasil. Com idade entre 12 e 17 anos, a maioria além de não ter condições financeiras também possui baixa estrutura emocional para a responsabilidade que se sucede.

Para elas não faltou informação. Tanto os métodos contraceptivos mais conhecidos, como o diálogo dentro do seio familiar, não estão em falta ou são ignorados por elas. De acordo com IBGE, apenas metade das adolescentes que já iniciaram a vida sexual usa preservativo mesmo não havendo o desejo de engravidar.

No entanto, uma iniciativa busca capacitar e dar uma ocupação a essas jovens a fim de elas evitem gravidez indesejada, afirma a assistente social Cristiane Lima, uma das idealizadoras do projeto “Criar” que tem como objetivo profissionalizar gestantes adolescentes com técnicas de artesanato.

“Já atendemos cerca de 300 jovens gestantes, muitas delas já trabalham em sua própria residência e já possuem renda própria”, observa Cristiane.

Um site foi criado para divulgar o trabalho feito pelas meninas. As produções vão desde bijuterias a sandálias personalizadas. O projeto, sediado no bairro do São Francisco, não tem mantenedores e sobrevive da boa vontade de suas idealizadoras.

Ex-meninas assistidas pelo “Criar” são convidadas para promover oficinas a fim de aperfeiçoar o que é ensinado. Uma dessas monitoras é Kerly Pereira da Paz. Ela sabe bem como é ser mãe na adolescência, pois ficou grávida de seu primeiro filho quando tinha apenas 17 anos.

“No começo eu ficava com vergonha de ir à escola por estar grávida. No começo eu chorava muito por ter sido algo inesperado. Mas, hoje eu tenho consciência de que se pudesse, não engravidaria na idade em que engravidei pela primeira vez”, confessa Kerly.

Para os facilitadores e monitores do “Criar”, mais do que reparar um erro, é uma questão de dar oportunidade a quem precisa, e saber que o sonho de vida de várias adolescentes gestantes também não acabou.

 

Reportágem: Rayssa Alves

Imagem: Joel Oliveira

Adaptação: Marcos Atahualpa Cartágenes

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