Protestos em SP e RJ nessa quinta-feira (1) têm feridos e detidos

As principais reivindicações dos protestos desta quinta-feira, primeiro dia do mês de agosto pediam respostas sobre homem desaparecido e renúncia de governadores.
Em São Paulo a manifestação desta quarta-feira, (1) organizada pelo grupo Black Blocs foi um 'ato de apoio' ao questionamento sobre onde está o pedreiro Amarildo Dias de Souza, que desapareceu depois de ser detido por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, Rio de Janeiro.
Por volta das 18h30, a manifestação chegou à Avenida 23 de Maio, na altura do Vale do Anhangabaú. O sentido Aeroporto foi bloqueado e a PM conversou com alguns manifestantes.
O major Genivaldo Antônio pediu que não houvesse depredação, caso contrário seria necessário o uso da força.
Os manifestantes saíram da frente da Prefeitura de São Paulo por volta das 17h e seguiram pelo Viaduto do Chá.
Manifestantes tentaram atacar estabelecimentos comerciais na Avenida Paulista, mas a polícia interveio. Até as 21h30, 3 pessoas haviam sido detidas.
A situação durante as prisões era tensa, porque outros manifestantes pediam a libertação de quem estava sob custódia da PM. Houve confronto e pessoas feridas.
O protesto também pediu a renúncia do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. A Prefeitura se preparou para o protesto desta quinta-feira, 1, reforçando a segurança com grades ao redor do prédio.
No Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas participaram, na noite dessa quinta-feira, de um protesto que começou na Favela da Rocinha, em São Conrado (zona sul do Rio), e seguiu até a casa do governador Sérgio Cabral, no vizinho bairro do Leblon.
Os ativistas também reclamavam do sumiço do pedreiro Amarildo Dias de Souza. A manifestação foi pacífica.
Os ativistas seguiram caminhando da favela até as imediações da casa de Cabral, causando a interdição de vias como a Autoestrada Lagoa-Barra e congestionamentos em toda a zona sul. O grupo não foi acompanhado por policiais.
Quando chegaram às imediações da casa do governador, no Leblon, os manifestantes eram aguardados por outros, incluindo cerca de 20 manifestantes que permanecem acampados no local desde a noite do último domingo (28).
Ali, havia policiamento e os ativistas decidiram seguir a pé pelas ruas do Leblon. Às 23 horas, o grupo reunia 150 pessoas, que retornavam para a frente da casa do governador.
Familiares de Amarildo participaram da manifestação, mas não seguiram até a casa de Cabral. Antes de ir ao protesto, a sobrinha de Amarildo, Michelle Lacerda, esteve na sede do Ministério Público Estadual, acompanhada por outros familiares do pedreiro, para saber o andamento das investigações. Segundo ela, não foi dada nenhuma informação, porque o processo está sob sigilo.
"Mas nos deram a certeza de que uma resposta vamos ter, e estamos aqui lutando por isso", disse Michelle, já no protesto.
Uma mancha de sangue encontrada no banco de trás de um carro da Polícia Militar chegou a ser levada para exame – a expectativa é de que poderia ser do pedreiro. Após análise pericial, que incluiu o sangue coletado dos filhos, verificou-se que a amostra não era de Amarildo.
Os quatro policiais militares que participaram da abordagem foram transferidos da UPP da Rocinha para a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), no Complexo do Alemão (zona norte).
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
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