Provas do Enem marcadas para abril poderão não acontecer, diz Haddad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (19) que a determinação da Justiça Federal no Ceará que obriga a pasta a dar cópia das correções de prova de redação a todos os participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2011, pode impedir a realização do exame em abril deste ano.
Segundo ele, não poderá ser possível "colocar a máquina em fadiga", pois há uma questão tecnológica a ser resolvida. Haddad, que será sustituido do cargo de ministro da Educação por Aloízio Mercadante em solenidade no dia 24 deste mês, afirma que o problema não é tão simples assim. "Por enquanto, teremos um por ano até que tenhamos fôlego para atender às exigências. A questão está sendo discutida e pode não haver [o exame] em abril", comentou.
Entretanto, na semana passada, o ministro já havia dito que a realização de duas edições do exame por ano não estava garantida, apesar de já estar prevista em edital. A aplicação das provas seria nos dias 28 e 29 de abril. Segundo Haddad, não há condições tecnológicas de se cumprir a ordem dada pela Justiça Federal do Ceará.
Durante uma entrevista na manhã desta quinta-feira (19) no programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência em parceria com a EBC Serviços, Fernando Haddad destacou a necessidade de se preparar tecnologicamente para o pleito e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Entretanto, esse preparo não aconteceu como previsto, apesar da importância de dar prioridade às provas de 4 milhões de pessoas.
Haddad ainda considerou “estranho” que o pedido tenha sido feito na divulgação do resultado da prova e não quando o edital foi lançado. "Vestibulares de 30 ou 40 anos não estão preparados, por que o Enem, que tem apenas três anos, estaria? É preciso um pouco de compreensão".
Na última terça-feira (17), a Justiça Federal no Ceará determinou que o Inep ofereça a todos os participantes do Enem de 2011 a cópia das correções da prova de redação. O pedido havia sido feito pelo MPF (Ministério Público Federal) no Estado. O MEC (Ministério da Educação) e o Inep já informaram que vão recorrer da decisão.
Com informações da Agência Brasil
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