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A publicidade, fazendo mundos e não anúncios; veja dois cases de Cannes

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A publicidade, fazendo mundos e não anúncios; veja dois cases de Cannes

Empresa holandesa de seguro funerário (Dela) foi o case mais comentado no último festival de Cannes, na França. Com um simples pedido para alguém fazer uma declaração de amor a um familiar querido, várias pessoas decidiram dar um banho de emoção em textos pessoais, lidos em uma estádio esportivo. A ideia era pegar a emoção da declaração de amor com o destinatário saudável e presente (e bem distante da morte).

O sucesso foi absoluto quando uma espécie de documentário online montou o resultado da campanha pública: "Por que esperar até quando for tarde demais? Diga alguma coisa maravilhosa hoje". 

Anúncios de página foram feitos em jornais de grande circulação local apenas com uma palavra escrita como título principal: "Dear" (querido ou querida).  Os voluntários escreviam o restante das mensagens de amor e gratidão.

O vídeo da campanha vencedora em Cannes começa com uma moça diante da câmera, ouvindo uma pergunta de um produtor offcam: "se você pudesse falar alguma coisa a ele agora, o que você diria?" Em lágrimas a moça se comunica: "Eu gostaria de ter passado mais tempo com você... e eu estou muito orgulhosa ter você como meu pai". A mensagem era para alguém que já havia morrido. A campanha tinha ideia invertida: "diga agora, antes que a outra pessoa morra".

Os textos foram transformados em mídia externa, em billboards, displays eletrônicos e até em programas de televisão e em live streaming pela web.

A produtora do comercial usou câmeras de cinema escondidas para captar a emoção e naturalidade na leitura dos textos de afeto. O material emocionou e se tornou um case para o mundo publicitário. A Dela se deu bem: pulou para o grupo das dez empresas mais lembradas  na Holanda. Além disso, o faturamento aumentou 50%.

A bela campanha foi assinada pela Ogilvy & Mather, da Holanda.

A publicidade depende de emoção, como a própria vida. Veja abaixo o case da holandesa Dela

 

 

O case acima reforçou a mensagem passada em um dos maiores festivais de publicidade do mundo. A mensagem deixada em Cannes foi a de que  publicidade deve sair da zona de conforto de  criar anúncios (se é que existe algum conforto).

Agora, em um momento de toques e lágrimas, o publicitário criativo terá de criar outros mundos: onde as pessoas possam se sentir realmente humanas,  amadas e amantes, livres de preconceitos e ameaças de morte.

O Brasil ganhou 115 estatuetas  no festival. A agência Olgilvy Brasil foi celebrada pela bela campanha Retratos da real beleza.

No vídeo abaixo, a Coca Cola inventou um mundo em que indianos e paquistaneses (em guerra psicológica e bélica desde 1948 pelo controle da região conhecida por Caxemira) se abraçavam e até dançavam uns para os outros.

No estilo documental, o vídeo começa com pessoas dos dois países falando da desconfiança que sentiam em relação ao país vizinho (os países foram divididos em 1948). Mas uma máquina de  refrigerante muda o rumo do coração e do sentimento e uma nova alma parece surgir em um mundo realmente possível.

Confira o vídeo de indianos e paquistaneses:

 

 

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