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Putin está pronto para invadir Ucrânia; tropas tomam a Crimeia

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Putin está pronto para invadir Ucrânia; tropas tomam a Crimeia

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu e conseguiu neste sábado (1) a aprovação de seu Parlamento para invadir a Ucrânia, onde as suas tropas aparentemente já tomaram a península da Crimeia, rejeitando apelos ocidentais para contenção.

Conversas sobre confronto ou guerra total se espalharam rapidamente por toda a Ucrânia, com manifestantes pró-Moscou levantando a bandeira da Rússia em prédios do governo em várias cidades e políticos antirussos pedindo mobilização.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatseniuk, disse que uma intervenção militar russa levaria à guerra e ao fim de qualquer relação com Moscou. Ele pediu uma solução política. A afirmação aberta de Putin sobre o direito de enviar tropas para um país de 46 milhões de habitantes na Europa Central criou o maior impasse entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

A medida também rejeita o apelo de líderes ocidentais por uma não intervenção russa, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que na véspera pronunciou um discurso transmitido pela televisão para avisar Moscou das consequências de uma eventual ação.

Tropas sem identificação, mas claramente russas - algumas em veículos com placas registradas na Rússia - já tomaram a Crimeia, uma península isolada no Mar Negro onde Moscou tem uma base militar. As novas autoridades de Kiev não têm sido capazes de intervir na região.

O Ocidente pediu uma resposta, mas até agora isso tem sido limitado a palavras de raiva de Washington e seus aliados europeus. Uma autoridade dos EUA disse que o secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, conversou com o seu homólogo russo, Sergei Shoigu. O funcionário disse que não houve mudança de postura militar dos EUA.

"A Guerra chegou"

O ritmo acelerado dos acontecimentos abalou os novos líderes da Ucrânia, que tomaram o poder em um país à beira da falência quando Yanukovich fugiu de Kiev na semana passada depois de a polícia matar dezenas de manifestantes da oposição na capital do país.

A crise na Ucrânia começou em novembro do ano passado, quando Yanukovich, sob pressão de Moscou, desistiu de assinar um pacto de livre comércio com a UE para estreitar os laços com a Rússia.

Após o anúncio do pedido de Putin para intervir, o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchynov, convocou uma reunião de seus chefes de segurança. Vitaly Klitschko, outro líder da oposição, pediu uma mobilização geral.

Na Praça da Independência de Kiev, onde os manifestantes acamparam durante meses em protesto contra Yanukovich, um filme de Segunda Guerra Mundial sobre a Crimeia era exibido em uma tela gigante. O ex-ministro do Interior Yuri Lutsenko interrompeu para anunciar: "A guerra chegou."

Para muitos na Ucrânia, a perspectiva de um conflito militar era arrepiante. "Quando um eslavo luta contra outro eslavo, o resultado é devastador", disse Natalia Kuharchuk, uma contadora em Kiev. "Que Deus nos salve."

com Reuters

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