Quadrilha vendia vagas para o curso de Medicina do UniCeuma

Uma quadrilha que atuava em seis estados brasileiros, inclusive no Maranhão, onde vendia vagas do curso de Medicina, foi denunciada.
Segundo o delegado da Polícia Federal (PF), as vagas custavam entre R$ 60 mil e R$ 90 mil. No Maranhão, as vagas eram vendidas para ingressar na Universidade Ceuma.
As negociações era feitas por telefone. Os candidatos eram preparados para praticar a fraude. Eles recebiam durante a prova, pontos de escuta, de silicone e transparente. A polícia apreendeu com o grupo vários pontos eletrônicos. Quando a fiscalização era mais efetiva, o ponto não era usado. As respostas chegavam via SMS pelo celular e eram lidas no banheiro em aparelhos escondidos.
De acordo com a polícia, o médico Luciano Cançado, 39, era o coordenador do grupo. Luciano tinha alugado uma casa em um bairro de classe média de Goiânia, onde morava e também se reunia com os integrantes da quadrilha.
No total, são 15 envolvidos na quadrilha, cada qual cumprindo a sua função. A investigação para achar o grupo estava sendo realizada desde 2011.
A Universidade Ceuma informou em nota, que recolhe todos os aparelhos eletrônicos durante as provas para evitar fraudes.
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