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Quatro em cada cinco funcionários dos Correios aderiram à greve

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Quatro em cada cinco funcionários dos Correios aderiram à greve

A maior parte dos funcionários dos Correios aderiu à greve da categoria iniciada nesta quarta-feira (19). Um balanço parcial da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) indica que 84% dos funcionários aderiram à paralisação, o equivalente a 100,8 mil dos 120 mil empregados. Isso quer dizer que 4 em cada 5 estão parados.

Ainda de acordo com o sindicato, a paralisação atinge funcionários dos Estados do Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Piauí, Roraima, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Paraná, Amazonas, Sergipe, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Espírito Santo, além do Vale do Paraíba, de São Paulo e das cidades paulistas como Bauru, Campinas e São José do Rio Preto.

Segundo nota divulgada pelos Correios, porém, a adesão é menor e apenas 9% dos trabalhadores cruzaram os braços. Assim, somente 10,7 mil funcionários pararam em 19 Estados e no Distrito Federal.

Na tarde desta quarta-feira, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que, ao menos, 40% do quadro efetivo continue trabalhando nas agências. Isso quer dizer que, pelo menos, 48 mil funcionários não poderão cruzar os braços.

O presidente da Fentect, Edson Dorta, reclamou da decisão da Justiça e disse que a postura do TST é o mesmo que “retirar o direto de greve” da classe.

“Como que é esse negócio de que você tem direito a greve, mas tem que manter 40% trabalhando? Qual é o direito a greve? Direito a greve é sem restrição.”

Dorta diz que, no momento que a decisão da ministra Maria Cristina Peduzzi, que conduziu a audiência de conciliação hoje entre as partes, foi proferida, a categoria se recusou a fechar um acordo.

“A gente contestou a decisão da ministra alegando que os serviços dos Correios não são essenciais. A própria Constituição Federal não estabelece o serviço de Correios como um trabalho essencial. Ela mesmo disse que, em outra oportunidade, ela disse que já deu pareceres diferentes porque não é um serviço essencial.”

A juíza alegou que a manutenção dos serviços é necessária por causa da proximidade do período eleitoral e a necessidade de manutenção dos serviços. Por causa da falta de acordo, o TST definiu que, caso a determinação não seja cumprida, a Fentect será multada em R$ 50 mil por dia.

Dorta disse que espera que esse valor não seja cobrado até a próxima segunda-feira (24), que é o prazo final para que a contestação seja apreciada na Justiça.

A decisão de que 40% dos funcionários devem trabalhar será publicada no Diário Oficial da Justiça da próxima quinta-feira (20).
 

Maranhão

Na próxima segunda-feira (24) será realizada uma reunião em Brasília com os Correios, onde o TST (Tribunal Superior do Trabalho) entrará com recursos e os servidores dos Correios vão esperar algum tipo de acordo. Se nada for negociado, eles irão realizar uma nova assembleia no dia 25 para deflagrar a greve.

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