Radicais da Somália reivindicam ataque a shopping no Quênia

A milícia radical islâmica da Somália Al Shabab reivindicou a autoria do ataque contra um centro comercial em Nairobi, capital do Quênia, que provocou hoje (21) a morte de dezenas de pessoas e deixou meia centena de feridos, incluindo estrangeiros.
“A Al Shabab confirma estar por trás do espetáculo de Westgate”, disse o grupo fundamentalista na rede social Twitter. O grupo diz ter causado a morte de “mais de cem” pessoas, em represália pela presença de militares quenianos na Somália, no quadro de uma missão das Nações Unidas. "As forças de defesa do Quênia atuam na Somália, e isso tem consequências. Avizinham-se dias negros”, avisa a Al Shabab.
As forças de segurança quenianas detiveram um dos atiradores que atacaram um shopping center na capital do país. Segundo informações da polícia do país do leste africano, vários outros atiradores foram presos depois de soldados e policiais entrarem no shopping para caçá-los.
“Condenamos esse ato de violência sem sentido que matou e feriu homens, mulheres e crianças inocentes", disse a porta-voz adjunta do Departamento de Estado dos Estados Unidos, confirmando que há cidadãos americanos entre os feridos. A embaixada em Nairobi orientou os americanos para que fiquem em casa ou frequentem zonas seguras da cidade.
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