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Renan decide futuro de duas CPIs para investigar Petrobras nesta quarta-feira (2)

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Renan decide futuro de duas CPIs para investigar Petrobras nesta quarta-feira (2)

O presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai decidir nesta quarta-feira (2) o futuro de duas CPIs para investigar a Petrobras. Em resposta à oposição, governistas apresentaram novo pedido incluindo denúncias contra adversários políticos.

A base aliada atuou em duas frentes na tentativa de inviabilizar a CPI da Petrobras. O requerimento de investigação de irregularidades na estatal apresentado pela oposição com 29 assinaturas foi lido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (foto).

A senadora Glesi Hoffmann (PT-PR), questionou o pedido da oposição sob o argumento de as investigações se referem a quarto denúncias que não têm relação entre si, apesar de envolverem a Petrobras: o processo de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA); indícios de pagamento de propina a funcionários da estatal pela companhia holandesa SMB Offshore para obtenção de contratos; denúncia de que as plataformas estariam sendo lançadas ao mar sem componentes essenciais de segurança; e, finalmente, indícios de superfaturamento na construção de refinarias.

Além dessa questão de ordem, a base aliada ainda apresentou um novo pedido de CPI para investigar as denúncias contra a Petrobras, a máfia dos metrôs em São Paulo, que tenta atingir o PSDB, e contratos do Porto de Suape, em Pernambuco, que recaem sobre o PSB.

Será instalada nesta quarta-feira (2) a comissão externa da Câmara dos Deputados que vai analisar denúncias de recebimento de propina por funcionários da Petrobras. Os deputados vão apurar os fatos relacionados à companhia SBM Offshore, com sede na Holanda, acusada de ter pago propina a funcionários de petroleiras de diversos países, entre as quais a Petrobras, para conseguir contratos de locação de plataformas petrolíferas entre os anos de 2005 e 2012.

Em 2009 houve a convocação de uma CPI da Petrobras por causa de algumas denúncias na imprensa, mas a CPI terminou esvaziada, lembrou o parlamentar. As denúncias tratavam de fraudes em licitações para reformas de plataformas, irregularidades em doação de patrocínios e problemas em arranjos contábeis.

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