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Restaurantes em museus ajudam a ampliar a experiência cultural

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Restaurantes em museus ajudam a ampliar a experiência cultural

 

“Na França, cozinhar é uma forma de arte muito séria.” A frase, dita pela autora e apresentadora Julia Child, pode ser aplicada a vários outros países. Arte e gastronomia pedem conhecimento e instinto em doses iguais, equilibrando razão e emoção em deliciosas criações que saltam ao paladar e aos olhos. 

Por isso, não é incomum encontrar bons restaurantes nos melhores museus do mundo. Chamados de restaurante-design ou restaurante-tendence, são locais que alimentam o corpo com pratos tão atraentes como as peças expostas ao redor. A parceria é uma forma moderna e, por que não, prática, de unir os dois universos. Afinal, o corpo também pode ser levado a outros lugares por meio dos sabores, texturas e misturas. Uma viagem que só a alta-gastronomia está apta a fazer.

Conheça, então, um roteiro de alguns dos melhores restaurantes localizados em museus pelo mundo.

1. Chez MIS, Museu da Imagem e do Som, São Paulo 
Mais uma cria dos empresários Sebá Orth e Karina Mota, que já possuem o Chez Lorena e o Bar Secreto. Com clima de balada e decoração ultramoderna, a casa oferece mais do que um espaço descolado em São Paulo. O cardápio do chef Leo Botto é feito com alimentos orgânicos e receitas saborosas e descomplicadas. As muitas velas espalhadas pelo lugar dão um clima romântico ao jantar. A arquitetura arrojada, com amplas janelas e um belo jardim, contemporizam com o museu, que mostra a evolução das artes visuais e sonoras. Informações: www.chez.com.br / www.mis-sp.org.br]

2. Óleum, Museu Nacional d’Art de Catalunya, Barcelona 
Em Barcelona, o museu nacional catalão é também a área de atuação do Oleum, restaurante que mistura a tradicional cozinha regional com toques da gastronomia mediterrânea. Inaugurado em 2005, o espaço funciona no antigo Salão do Trono do Palácio Nacional, local em que o rei Alfonso 13 realizava alguns despachos. A sala de amplas janelas e decoração clean é o ambiente ideal para degustar pratos clássicos com uma releitura contemporânea, como os raviolones de alho-porro confitado com linguiça e espinafre. Informações: www.mnac.cat/ 

3. Georges, Centre Georges Pompidou, Paris
A estrutura de alumínio e vidro é para harmonizar com o centro cultural parisiense, construído em 1970 pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers. Considerado uma das primeiras construções pós-modernas do mundo, o centro abriga um restaurante igualmente moderno, com amplas janelas com vista para a Torre Eiffel e a Sacre-Coeur, em Montmartre. A cozinha é comandada pelo grupo dos irmãos Costes, que também possuem um hotel e um café famosos entre os parisienses. O ponto alto é o terraço, que abre durante o verão e vira ponto de encontro para happy hours e drinques até altas horas. Informações:www.maisonthierrycostes.com/georges/accueilwww.centrepompidou.fr/

4. Novus, National Museu of Singapore, Cingapura 
O Museus Nacional de Cingapura é a sede deste concorrido restaurante, que mistura ingredientes asiáticos com receitas modernas da Europa. As 48 mesas são disputadas principalmente por casais, que procuram no pé-direito alto, arcos coloniais e cores leves formando atmosfera ideal para o romance. Aos sábados e domingos é servido brunch das 10h às 18h com delícias como sanduíches, foie gras e chocolates Valhorna como sobremesa. Informações: www.novus.sg /www.nationalmuseum.sg/

5. The Modern, MoMa, Nova York 
O Museu de Arte Moderna de Nova York é um dos mais respeitados no mundo das artes. Pois seu restaurante, The Modern, é também um dos mais disputados principalmente pelos engravatados da região, que buscam ali refúgio após o expediente. Com uma estrela no Guia Michelin, a cozinha do chef alsaciano Gabriel Kreuther tem opções franco-americanas e sobremesas do chef patissier Marc Aumont, francês com ampla experiência em pâtisserie na Big Apple. Comandado pelo Union Square Hospitality Group, o restaurante possui salão amplo com vista para o Rockefeller Garden, o The Bar Room, área mais informal para refeições, e duas salas de jantar privadas. Informações:www.themodernnyc.com / www.moma.org

6. Les Ombres, Musée du quai Branly, Paris 
Mais uma casa com vista estonteante para a Torre Eiffel e para o rio Sena. Localizado dentro do Musée du quai Branly, projetado por Jean Nouvel, o Les Ombres abre para almoço e jantar em um ambiente envidraçado e elegante. A cozinha apresenta os clássicos franceses com preços um pouco salgados (afinal, paga-se pela vista). Se a pedida é apenas uma passada rápida depois da exposição, há um café no andar de cima com algumas opções de pratos enxutos e mais acessíveis. Informações: www.lesombres-restaurant.com / www.quaibranly.fr/

7. Österreicher, Austrian Museum of Applied Art, Viena 
Comandado pelo chef austríaco Helmut Österreicher, o restaurante fica dentro do Museu de Artes Aplicadas da Áustria e tem como proposta unir o clássico ao experimental – justamente o que propõem as obras expostas no interior do edifício. Helmut, aliás, recebe os convivas com um simpático bilhete no menu, explicando que sua cozinha caseira se mistura às modernas tendências gastronômicas. O chef dá preferência a ingredientes sazonais, frescos e produzidos localmente, uma forma de preservar a cultura nacional. A adega de vinhos é um dos pontos altos. Informações:www.oesterreicherimmak.at / www.mak.at

8. The Petrie Court Café and Wine Bar, Metropolitan Museum of Art, Nova York 
Mais sofisticado do que os outros dois cafés do museu, o Petrie Café serve pratos à la carte no café da manhã continental, no almoço, jantar e no brunch aos domingos. Além das receitas internacionais com tendência europeia, a carta oferece uma opção razoável de queijos, saladas, entradas quentes e frias e sobremesas. As opções de vinho são também muito boas, com rótulos nacionais e importados.Informações: www.metmuseum.org

9. The Café Campana, Musée d’Orsay, Paris 
Totalmente reformado em 2011 com peças desenhadas pelos irmãos Campana, o Café do Museu d’Orsay na verdade se chama Café de l’Horloge. Inspirado pelos belos vitrais do francês Emile Gallé, os artistas e irmão brasileiros criaram um ambiente aquático que faz uma homenagem ao vitralista, famoso por sua obra art nouveau. O menu enxuto, com saladas simples e petit fours, não ofusca as esculturas, os lustre dourados e as peças com formas orgânicas. Informações : www.musee-orsay.fr 

10. Court Restaurant, The British Museum, Londres 
Fundado no século 18, o museu é um dos mais valiosos do Reino Unido, com artefatos e obras de arte, principalmente do Egito e da Grécia antiga. Simples e sofisticado, o Court Restaurant tem uma ótima vista para o teto abobadado do edifício, considerado um dos mais belos da capital inglesa. Saladas, petiscos e alguns pratos quentes estão inclusos no menu, que possui também uma boa variedade de vinhos e drinques. O destaque fica por conta dos scones (espécie de bolinho inglês) de frutas, servidos durante o Afternoon Tea; e dos menus temáticos, inspirados pelas exposições – como a de Shakespeare, até o final de novembro de 2012 – e por datas festivas, como o Natal. Informações: http://www.britishmuseum.org/visiting/eating/court_restaurant.aspx

 

 

IG

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