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Restos de animais sacrificados são despejados em lixão de Zé Doca

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Restos de animais sacrificados são despejados em lixão de Zé Doca

No município de Zé Doca, localizado a 316 Km de São Luís, o calazar tem sido combatido com campanhas de vacinação nos bairros com mais registros da doença, sendo sacrificados os animais que forem identificados como hospedeiros do protozoário.

Em visita ao lixão municipal, a TV Cidade de Zé Doca constatou que os restos dos animais recolhidos e eutanasiados são eliminados junto com o lixo comum, levando os catadores, que vivem do sustento do material recolhido, a ter contato direto com os cadáveres. Durante a presença da equipe também foi visto um cão, que segundo relato dos trabalhadores, foi abandonado no local pelo tutor.

A reportagem ouviu ainda relato de mortes violentas dos cães infectados, que seriam mortos à pauladas.

Nos centros urbanos, a leishmaniose visceral, conhecida popularmente como calazar, tem por principais vítimas os cães domésticos. Considerada uma doença infecciosa grave, ela é transmitida pelo mosquito-palha e pode ser mortal, inclusive para humanos.

Sem cura parasitológica, ou seja, a eliminação total do parasita no organismo, a eutanásia é medida obrigatória no caso do animal ter o exame positivo para ao doença.

No entanto, já existe a cura clínica para o tratamento da doença, tanto em seres humanos quanto em cães. Nesse casos, o organismo continua com a leishamia na corrente sanguínea, mas deixa de ser reservatório da doença, e portanto, não pode mais contribuir com a contaminação.

Saiba mais:

Leishmaniose – também conhecida como calazar, a contaminação em seres humanos e animais ocorre através da picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis, mais conhecido como mosquito-palha ou birigui

Vacina

A vacina Leishmune, aliada a outros métodos preventivos, reduz a chance de contaminação do animal e enfraquece o protozoário em cães já contaminados, diminuindo a chance de transmissão.

Sintomas no ser humano – febre prolongada, perda de peso, falta de apetite e aumento do fígado e baço. Se não tratada a tempo, a leishmaniose visceral tem alto índice de mortalidade em pacientes imunodeficientes portadores de doenças crônicas.

Sintomas no cão – lesões de pele, perda de peso, descamações, crescimento exagerado das unhas e dificuldade de locomoção. No estágio avançado, o mal atinge fígado, baço e rins, levando o animal ao óbito.

Prevenção da doença

Fazer a retirada de qualquer tipo de material orgânico como folhas, fezes de animais, entulhos e lixo, onde o mosquito possa se reproduzir. A borrifação química é fundamental em áreas endêmicas.

Prevenção nos cães

Uso de repelentes, coleira própria contra a leishmaniose, vacina específica, higienização do animal e do ambiente.

Tratamento

Apesar de polêmico, é indicado por alguns especialistas. O custo médio do tratamento é de R$ 800, variando de acordo com o peso do animal. Inclui sessões de quimioterapia, feita por meio de medicação venal aplicada através de soro, e medicação oral. Exige o comprometimento do proprietário em seguir as orientações veterinárias à risca, com realização de check-up periódico e manutenção de alimentação específica com baixo teor de proteína.

 

 

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