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Rota do avião desaparecido pode ter sido alterada de dentro da cabine do piloto

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Rota do avião desaparecido pode ter sido alterada de dentro da cabine do piloto

A rota do avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde o último dia 8, pode ter sido alterada por meio do sistema operacional de dentro da cabine de comando da aeronave  e não manualmente, como era apontado até agora, disseram fontes norte-americanas ao jornal The New York Times. Cada rota é codificada por números e digitada no computador de bordo.

O sistema informatizado de controle de voo conduz o avião de um ponto para outro, seguindo os dados introduzidos antes da decolagem, ainda que, nesse caso, não seja claro o momento da reprogramação da rota - se antes ou depois de o aparelho iniciar viagem, explicaram as fontes.

O fato de a rota poder ter sido alterada por meio do sistema de informática reforça a hipótese de que o desaparecimento do avião se deve a um ato deliberado e coloca as atenções sobre os pilotos, na opinião dos investigadores consultados pelo jornal.

As fontes do New York Times consideram improvável que um dos passageiros fosse capaz de mudar a rota por meio do sistema de informatização, por se tratar de operação de grande complexidade, e consideram como mais plausível a intervenção de um dos pilotos ou tripulantes do avião.

Explosão não detectada

Nenhuma explosão de avião em terra ou no mar foi detectada pela Organização para o Tratado Compreensivo de Proibição de Testes Nucleares (CTBTO). A comissão tem três tecnologias com capacidade de verificar acidentes de avião, como explicou nesta segunda-feira (17) Stephane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral da ONU, em Nova York.

Stephane Dujarric afirmou que os sensores da CTBTO podem confirmar explosões nucleares, terremotos e até explosões de grandes aeronaves. Mas as tecnologias não conseguem detectar qualquer tipo de aterrissagem, por exemplo.

A China informou também nesta segunda-feira (18) que nenhum dos passageiros chineses do avião da Malaysia Airlines está envolvido no desaparecimento do aparelho. Uma investigação feita de todos os passageiros chineses do voo não detectou qualquer indício que possa apoiar essa suspeita, disse a agência de notícia Xinhua, citando o embaixador chinês em Kuala Lumpur, Huang Huikang.

O avião, um Boeing 777 que fazia a rota Kuala Lumpur-Pequim, desapareceu no último dia 8 de março com 227 passageiros e 12 tripulantes.

Navios, aeronaves e satélites de mais de 20 países estão envolvidos em operações de busca, mas ao fim de dez dias, nada foi encontrado.

A China iniciou buscas pelo avião em seu próprio território. Segundo Huang Huikang, o trabalho foi iniciado "no corredor aéreo norte", entre as possíveis trajetórias seguidas pelo aparelho após o desaparecimento.

O anúncio foi feito enquanto continuam as buscas pelo Boeing 777 da Malásia Airlines, que desapareceu com 239 pessoas há mais de uma semana.

O voo MH370 saiu de Kuala Lampur com destino a Pequim, mas desapareceu do radar uma hora depois da decolagem. No momento, 26 países estão envolvidos nas buscas da aeronave, mas até agora o aparelho não foi encontrado.

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