São Luís está fora da lista de cidades mais violentas do mundo

São Luís está fora da lista de 50 cidades mais violentas do mundo, segundo estudo da organização de sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz, referente a 2017. A capital, que estava no ranking em 2016, apresentou redução deste crime no ano seguinte. Agora, é a única do Nordeste e uma das três do país a não constar na pesquisa.
A entidade realiza a pesquisa anualmente e considera as taxas de homicídios por 100 mil habitantes em cidades com mais de 300 mil moradores, para medir o índice de violência. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 17 estão aqui no Brasil.
Natal aparece em quarto lugar no ranking mundial, com 102,56 homicídios por 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a taxa acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes como característica de violência epidêmica. (clique na imagem ao lado para ampliar)
Fortaleza também teve destaque no relatório por conta da taxa de homicídios ter subido 85% entre 2016 e 2017. A capital cearense ficou em sétimo lugar no ranking. São Paulo, por exemplo, teve taxa de 8,02 homicídios por 100 mil habitantes em 2017. Já o Rio de Janeiro, que vive uma crise de segurança pública, viu a taxa crescer de 29,4, em 2016, para 32 homicídios por 100 mil habitantes no ano passado.
O estudo aponta também que a América Latina é o continente com o maior número de cidades violentas do mundo: das 50 listadas no ranking, somente oito não são latino-americanas. Doze das cidades estão localizadas no México, país que possui vários cartéis de drogas.
Metodologia
Os levantamentos da pesquisa Segurança, Justiça e Paz são feitos por meio de fontes jornalísticas, informes de ONGs e de organismos internacionais. Não constam na pesquisa dados de cidades cujos países estejam em conflito bélico aberto, como Síria, Iraque, Afeganistão e Sudão. Isso porque, nestas localidades, a maior parte das mortes violentas são provocadas por operações de guerra, e segundo a classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), não corresponderia à definição universalmente aceita do que seria homicídio.
Redução gradativa
Segundo dados da SSP-MA, houve queda de 40% nas mortes violentas na comparação de 2014 (910 ocorrências) com 2017 (540 casos). Na comparação ano a ano, a queda permanece. Em 2015, primeiro ano da gestão Flávio Dino, as mortes violentas reduziram 12% em comparação a 2014. Houve queda de 13% em 2016, com 693 casos e 107 vidas salvas, em relação ao ano anterior. Em 2017, foram 540 ocorrências e 153 vidas salvas, uma diminuição de 22% em relação a 2016.
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