Segurança da Copa terá 170 mil agentes e plano contra violência em protestos

O plano de segurança para a Copa do Mundo de 2014 inclui o emprego de 170 mil profissionais, um custo total de 1,9 bilhão de reais e pretende coibir a violência em possíveis protestos, que estão entre as principais preocupações para o torneio após as manifestações ocorridas na Copa das Confederações do ano passado, disseram autoridades do setor nesta quinta-feira.
"O governo federal tem uma grande preocupação que não é a manifestação em si, que é o exercício da democracia, a preocupação é prevenir e coibir ações violentas", afirmou o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues, em Florianópolis, após seminário sobre o assunto às 32 equipes que vão disputar o Mundial.
Ele explicou que o plano da segurança para a Copa teve um custo de 1,9 bilhão de reais gastos pelo governo federal, que começaram a ser investidos em 2011, e contará com 150 mil profissionais de segurança pública e Forças Armadas, que se juntarão a 20 mil agentes privados.
O uso das Forças Armadas só ocorrerá em casos extremos, de acordo com o assessor especial para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid. Entre as atribuições das Forças Armadas estão controle do espaço aéreo, defesa de estruturas estratégicas, prevenção e combate ao terrorismo e força de contingência.
"Especificamente no caso de uma perturbação da ordem pública que extrapole a capacidade da segurança pública local ou que aja uma insuficiência de meios, há uma legislação para o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem", afirmou o general.
Segurança das Seleções
Durante a Copa, os 32 times terão um representante da segurança o tempo todo com eles. São ex-funcionários públicos que vão ajudar no trabalho conjunto do Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e Secretarias de Segurança Pública de cada Estado que sediará jogos da Copa do Mundo.
com Reuters
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