Seis erros que cometemos com vinho e como evitá-los

Nós sabemos que vinho não é fácil de entender. A variedade é gigantesca, os rituais para degustação são intimidantes e as regras de harmonização muitas vezes passam batidas pelos menos experientes. É, inclusive, com o objetivo de amenizar os efeitos de tal complexidade que existe a WineTag.
Entretanto, mesmo com toda a ajuda do mundo, todos cometem erros, seja você iniciante ou mais entendido, o que é apenas natural quando se trata de uma bebida tão complexa quanto o vinho. Mas quais são os erros mais comuns que você pode cometer e como evitá-los? Confira abaixo nossas dicas.
1- Não confunda vinho estragado com vinho ruim
Vinho estragado, “rolhado” ou simplesmente com defeito, como preferir chamar, não é algo muito comum, mas acontece. Nem sempre é possível perceber o problema na hora de comprar a garrafa e só notamos que algo não está certo quando vamos beber. O grande problema é que muita gente não consegue diferenciar o gosto de um vinho estragado do gosto de um vinho de baixa qualidade, e acaba confundindo as coisas.
Na hora de abrir, o primeiro sinal de que o vinho pode estar estragado é o estado da rolha. Se ela estiver amolecida, desmanchando fácil ou saltada para fora, é sinal de que o vinho provavelmente já foi para o espaço, pois o ar entrou na garrafa há tempos e causou oxidação. Tons de tijolo em vinhos tinto e marrom em vinhos brancos geralmente indicam que a bebida já passou do ponto. No paladar, se você identificar maravilhosas notas de mofo ou um amargor acentuado, desconfie.
Acima de tudo, o importante é se informar. Se tiver essa experiência com um vinho novo recomendado por um amigo e que não agradou, tenha certeza de que o vinho realmente está bom para o consumo. Às vezes você pode até criar uma imagem negativa de um ótimo vinho porque teve o azar de, na primeira tentativa, pegar uma garrafa defeituosa.
2 – Cuidado para não gelar o vinho demais
Cuidado para não servir o vinho gelado demais, principalmente os tintos que, quanto mais gelados, mais escondem suas características e todo o sabor e aromas acabam se perdendo. Nos rosés, espumantes e brancos, a preocupação é ligeiramente menor, pois têm características mais acentuadas e as temperaturas mais baixas ajudam a impedir que fiquem intensas demais. Sem contar o frescor que proporcionam. Quer uma colinha? Aqui vai:
Espumantes Brut: 6°-8°C
Espumantes doces: 7°-8°C
Brancos suaves e doces: 8°-9°C
Brancos secos: 10°-12°C
Rosados: 12°-14°C
Tintos jovens, aromáticos, com pouca tanicidade: 14°-16°C
Tintos envelhecidos, macios: 18°C
Tintos com muita tanicidade: 18°-20°C
3 – Não encha a taça
Um dos erros mais comuns de quem não está acostumado a beber vinho é querer encher logo a taça. Em primeiro lugar, uma taça cheia de vinho vai deixá-lo meio fora de si rapidinho. Em segundo lugar, e mais importante, o vinho é uma bebida que precisa de espaço na taça para liberar suas características. Não é apenas por exibicionismo que as pessoas giram a bebida na taça. Esse ritual é essencial para fazer com que as notas se desprendam e o vinho mostre realmente a que veio. Vai tentar girar com a taça cheia...
4 – Só arrisque com vinhos mais caros depois que desenvolver o paladar
É uma lenda bastante conhecida a crença de que vinho caro é melhor do que vinho barato. Apesar de haver sim um fundo de verdade, esta afirmação está longe de ser uma verdade absoluta, pois o preço do vinho, como qualquer outro produto, é influenciado por diversos fatores que nada têm a ver com qualidade. Além disso, há outra questão a ser considerada: se o seu paladar ainda não está muito desenvolvido, os vinhos mais caros e mais complexos com certeza não irão agradá-lo.
O gosto apurado para a bebida não surge espontaneamente na primeira garrafa. É preciso um aprendizado, que geralmente começa com as opções mais baratas, simples e adocicadas. Com o tempo e novas experiências, seu paladar vai sendo aprimorado e você aprende a apreciar vinhos com características mais complexas e a identificar com mais precisão as especificidades de cada um.
5 – Pesquise antes de comprar
Esse provavelmente é o campeão dos erros que as pessoas cometem. Já falamos que vinho é uma bebida extremamente complexa. A falta de informação é o pior inimigo do consumidor e um dos principais motivos para o vinho ainda ser tão pouco consumido no Brasil. Isso não quer dizer que não existam soluções bem eficazes disponíveis, principalmente na internet. A WineTag, por exemplo, é uma das principais referências neste sentido, auxiliando o consumidor na hora de procurar informações sobre um determinado vinho, pesquisar dicas de harmonização ou descobrir o que outras pessoas têm a dizer sobre os rótulos.
A internet hoje nos proporciona boas fontes de informação para minimizar o risco de uma compra errada. Então, antes de ir à loja, pesquise um pouco, use o poder que a internet lhe dá. Com smartphone a coisa fica ainda mais fácil e você pode pesquisar quando estiver na própria loja ou restaurante. Acima de tudo, nunca compre um vinho baseado apenas no rótulo, a não ser que você esteja completamente preparado para arcar com as consequências.
6 – Falta de cuidado na hora de abrir o vinho
Parece muito simples quando observamos outra pessoa tirando a rolha de uma garrafa, mas quem nunca fez um estrago na cortiça numa tentativa mal sucedida de abrir um vinho? Muita gente subestima o cuidado que precisamos ter nessa hora e acaba dificultando ainda mais o processo. Utilize um saca-rolha adequado, que permita uma saída macia. Tenha calma, faça a pressão necessária, sem forçar demais para não desmanchar a cortiça, e tente furar bem no centro para facilitar.
Todos nós cometemos erros, e com vinho a coisa não é diferente. Por isso, a maior dica que podemos dar é que não tenham medo ou vergonha de perguntar e se informar, seja buscando na internet ou perguntando a alguém mais entendido. E vocês? Já cometeram algum erro na hora de comprar ou servir um vinho? Que outras dicas vocês dariam para os menos experientes?
Winetag
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