Serviços da Casa da Mulher Brasileira estão disponíveis 24h para vítimas de violência

A mulher vítima de violência passa a contar com mais uma entidade de apoio e proteção. Na última terça-feira (14), teve início o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, que vai atender casos de violência doméstica, estupros entre outros crimes de gênero sofridos por este segmento. A unidade, localizada no Jaracati, reúne diversos órgãos e entidades de referência do Município, Estado, Justiça e Sociedade Civil Organizada. A casa vai funcionar todos os dias, 24 horas.
A diretora geral da unidade, Susan Lucena, ressalta que o conjunto de serviços oferecidos permitem todo o suporte para o enfrentamento real das diversas formas de violência contra a mulher. “Toda mulher que precisar de atendimento, a qualquer hora, pode contar conosco”, garantiu.
A Casa da mulher Brasileira conta com atendimento humanizado com salas de acolhimento, recepção, abrigo de passagem com alojamentos, brinquedoteca e demais dependências. Atende casos de violência doméstica familiar, casos de estupro, e faz encaminhamento aos órgãos de referência. Promove, ainda, ações de geração de emprego e renda, a partir dos serviços do Sine Mulher – primeiro do Brasil – coordenado pela Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres).
A Patrulha da Mulher, programa coordenado pela Polícia Militar, é outro serviço disponível na estrutura da casa. Coordenada pela coronel Maria Augusta Ribeiro, a patrulha garante maior efetividade da Lei Maria da Penha e cumprimento de ações como medidas protetivas, acompanhamento, encaminhamento, visitação e acolhimento da mulher. É composta por policiais militares e conta com viaturas para patrulhamento de área e condução de autores.
Ação em rede integrada de diversos órgãos, como Secretarias de Estado, Delegacia da Mulher com Plantão Especializado, Patrulha da Mulher, Ministério Público, Defensoria Pública, Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Promotoria de Justiça, entidades civis organizadas de apoio e proteção à mulher vítima e demais instituições. A mulher conta, ainda, com o Departamento de Feminicídio, o primeiro do Brasil e criado no governo Flávio Dino.
Estatísticas
A média é de 20 atendimentos na Delegacia da Mulher da capital, diariamente, mas, os casos são subnotificados – não denunciados. A maior parte dos casos ocorrem aos fins de semana, principalmente aos domingos, sendo os autores, geralmente, homens próximos à mulher – pai, tio, irmão e companheiros ou ex-companheiros.
Informações Secom
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