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Sessão da Câmara termina sem votações para forçar renúncia de Waldir Maranhão

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Sessão da Câmara termina sem votações para forçar renúncia de Waldir Maranhão

A primeira sessão de votações da Câmara dos Deputados sob o comando do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) terminou sem a apreciação de qualquer matéria. A sessão foi marcada por tumultos e protestos contra a permanência de Maranhão no comando da Casa.

Parlamentares do PSDB, DEM e  PPS pediram a saída de Maranhão da presidência, argumentando que ele não tem condições de comandar a Casa. A pressão pela renúncia foi motivada pela decisão de Maranhão de cancelar a sessão de votação do impeachment no plenário da Câmara, que aprovou o afastamento da presidente Dilma Rousseff. A iniciativa repercutiu negativamente e acabou revogada por Maranhão no mesmo dia em que foi publicada.

Os líderes do PT, PCdoB e PDT defenderam Maranhão e criticaram as posições do DEM, PPS e do PSDB, a quem acusaram de dar sustentação a Cunha e, agora, renegá-lo.

Os deputados chamaram de golpe a tentativa de retirar Maranhão da presidência da Câmara. O líder do PSOL, Ivan Valente (SP) disse que Maranhão não pode ser considerado ilegítimo depois de ser eleito vice-presidente.

Waldir Maranhão se defendeu das acusações e disse que a tentativa de afastá-lo da presidência “faz parte da democracia”. “Não há renúncia, nós temos que trabalhar para o Brasil. A pauta está sobrestada, temos que encaminhar debates e resolver as questões fundamentais para o País”, disse.

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