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Shogun e a prova de fogo que vem do gelo sueco

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Shogun e a prova de fogo que vem do gelo sueco

 

Em uma olhada rápida nos desafios das próximas edições do UFC em dezembro (serão quatro), um dos nomes que mais chama atenção é o de Maurício Shogun Rua. Em quase dois anos repletos de atuações atribuladas na organização, o brasileiro terá grande prova contra o sueco Alexander Gustafsson na quinta edição do UFC On FOX (8 de dezembro). O combate certamente definirá o rumo a ser tomado pelo curitibano entre os cabeças dos meio-pesados.

Tático, técnico e em boa ascensão na concorrida categoria dos meio-pesados, Gustafsson tem elementos dinâmicos de sobra para proporcionar uma colisão interessante frente ao estilo aguerrido e 'inflamável' do curitibano.

Além de emular características que vão de Lyoto Machida a Jon Jones, o sueco vem embalado por cinco vitórias consecutivas, em exibições que amadureceram gradativamente até a sólida performance no triunfo sobre Thiago Silva, em abril (UFC On Fuel TV 2). O uso eficiente da boa envergadura, dos jabs e da movimentação evasiva para dominar ações dos combates têm se tornado grandes problemas para os oponentes.

Shogun valoriza sempre estratégias simples, definidas para valorizar mais seu instinto e habilidades naturais do que propriamente se apegar em detalhes e neutralizar virtudes dos oponentes. Por isso, a premissa do 'dia bom/dia ruim' é sempre tão presente em suas atuações, e também muitas vezes grande fornecedora de críticas.

As últimas cinco atuações do curitibano no octógono tiveram características distintas. A tática agressiva - e bem encaixada - que culminou em nocaute, lhe garantiu o título e acabou com a invencibilidade de 16 lutas de Lyoto Machida (UFC 104), passando pelo pesadelo de encarar - e perder o cinturão - para Jon Jones (após um ano parado por causa de lesões, na edição 128), o novo nocaute contundente sobre Forrest Griffin (UFC Rio 1),  os cinco rounds do embate histórico repleto de sangue, raça e muita superação contra Dan Henderson (eleito o melhor de 2011, no UFC 139), além da atuação um tanto confusa e sofrida contra Brandon Vera (UFC On FOX 4, quando venceu por nocaute técnico no quarto assalto).

Contra Gustafsson, será a chance ideal para terminar 2012 com boa impressão, iniciar a tão almejada regularidade e cair de cabeça em 2013 no bolo pelo cinturão, que parece cada vez mais difícil de sair de perto de Jones.

Sem qualquer bairrismo, a vivência de Shogun no MMA pode lhe fornecer bom handicap neste compromisso, e pelas circunstâncias isso tem de ser psicologicamente valorizado contra o perigoso atleta sueco. O problema é que o jogo justo que Gustafsson tem apresentado ultimamente parece um tanto moroso para alguns, mas certamente é menos passível de falhas do que boa parte dos últimos oponentes do brasileiro.

Assim, pode não ser suficiente para Shogun confiar apenas nos fatores passionais das últimas atuações como fórmula para a vitória. Será preciso algum tipo de 'algo a mais?' Logo saberemos.

 

Casca Grossa

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