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Síria: governo e oposição entram em acordo sobre civis em Homs

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Síria: governo e oposição entram em acordo sobre civis em Homs

Nesse domingo (26), no segundo dia de conversas diretas entre o governo da Síria e a oposição, mediadas pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, foi decidido que mulheres e crianças poderão deixar a cidade velha de Homs imediatamente.

Em Genebra, Lakhdar Brahimi (foto) afirmou que as partes estão alcançando uma solução para os civis. O governo deve permitir a abertura do corredor humanitário na cidade velha de Homs esta segunda-feira (27), para que mulheres e crianças deixam a área. Em uma segunda etapa, civis homens devem sair do local.

Pela manhã, o enviado da ONU reuniu na mesma sala governo e oposição e durante a tarde, Brahimi manteve conversas separadas com os dois lados em conflito. Segundo ele, houve uma longa discussão sobre a situação dos prisioneiros e detidos. A oposição concordou em fornecer uma lista das pessoas que estão sob o poder de grupos armados.

O enviado voltou a afirmar que a situação é extremamente difícil e complicada e por isso, é muito cedo prever quando terminam as negociações. Brahimi espera que sejam feitos progressos graduais e garante que governo e oposição estão mostrando "respeito mútuo" e cientes de que a tentativa por um acordo de paz é importante.

Os três lados voltam a se reunir em Genebra nesta segunda-feira e a principal meta é discutir a possibilidade de um governo de transição. Mas o vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Makdad, reafirmou no domingo que está nas mãos dos sírios decidir o futuro do presidente Bashar al-Assad. Para Faisal Makdad, a única solução "no fim do túnel" é a realização de eleições.

O representante do governo sírio garantiu que não existem crianças detidas no país e que os civis tem dificuldades para deixar o centro de Homs devido aos grupos armados. O vice-ministro confirmou a passagem do comboio humanitário para esta segunda-feira.

Segundo Makdad, o governo não fala em "cessar-fogo", mas em "acordos de segurança" que coloquem um fim às mortes e à violência no país. A crise na Síria começou em março de 2011, quando forças de oposição tentaram derrubar o presidente Bashar al-Assad. Por causa da guerra na Síria cerca de 9,5 milhões tiveram que fugir de suas casas. Deste total, 3 milhões estão vivendo nos países vizinhos como Jordânia e Líbano.

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